É... não é de hoje que esses dois amantes de famílias rivais vêem me alertar de seus flertes...
Sabe quando há momentos da vida da gente em que fazer concessões significa mesmo a genuína expressão de seu livre-arbítrio?! Pois é... como boa aquariana que sou, podas e cerceaduras são verdadeiros motivos de urticária, ojeriza e repugnância.. já que todas chegam aos meus ouvidos como sinônimo ou de anulação ou de violação do maior valor intríseco a minha intimidade:
A Liberdade!
Durante muito tempo agi de modo a ir contra a correnteza dos meus desejos e dos meus valores em detrimento de uma expectativa coletiva ou de um certo senso esperado... E, ao longo desses anos todos, vi o quanto de mim e de minha personalidade eu negligenciava no trato com as pessoas, por conta disso. Para atender a esse apelo. E ainda fazia isso porque eu achava que "abrir mão" desse ou daquele momento, sentimento ou objetivo poderiam ser renúncias honrosas... que só me afetariam num sentido de adiar um pouco mais o foco. O que era pra hoje e agora, ia sendo deixado pra daqui a pouco, depois, amanhã e amanhã.. e assim... as coisas iam sempre sendo protelada. Pelos outros que nunca demonstravam limites em suas posições e, fundamentalmente por mim, que nunca sabia estabelecê-los nem para fora e nem para dentro de minhas próprias decisões.
Tudo foi indo, de modo imperativo e emergente e eu sempre movida por aquele conceito meio "alardeante" de quem passa uma vida apagando incêndios. Fazendo A 'só mais essa vez', fazendo B 'só porque não tem outro jeito' e, desta forma, eu sempre me acomodava como vítima das circunstâncias. Como a que não tem outra opção...
Hoje, 6 anos presa a esses hábitos contraproducentes, cá estou eu de novo! Reformada, determinada e consciente das minhas próprias questões... porém, não exatamente mudada!
Digo isso porque, de uns meses para cá, foi apresentada ao mundo inexorável das "escolhas" e da autonomia para governar minha vida segunda as minhas próprias posições. E deste então... SIM! Não sou mais aquela mulher que se submete ao estabelecido e nem ditames dos outros. Porém, os meus conceitos e os meus valores de respeito e responsabilidade não mudaram... eles ainda continuam os mesmos e, por conta disso, alguns atos de concessão e poda não mudaram efetivamente dos contextos... Talvez o que tenha mudado sim, tenha sido as minhas motivações. Os reais focos das decisões.
E nesse sentido, hoje, quando deixei de sair ou de cumprir com determinado compromisso que dizia respeito única e exclusivamente a mim por condições adversas de casa e de família... hoje eu faço (quando faço!) por mim... Porque assim EU escolhi. Porque assim os meus valores ficariam mais tranqüilos em prosseguir e eu não me sentiria efetivamente livre e senhora de mim mesma senão tivesse a autoridade única de abdicar dignamente de certas situações - não exatamente prioritárias - sempre que eu achar necessário.
Portanto, assim sendo, resta ainda uma única questão que ainda me preocupa: qual será e como a gente reconhece o fio tênue que separa o aprimoramento moral e os novos conceitos de conduta e comportamento com os tais antigos hábitos contraproducentes e o velho costume da anulação. Que se mantém vivo em nosso íntimo como um gatilho, carregado, sempre a postos, pronto para nos boicotar os sentidos e disfarçar os motivos, só para nos guiar à teimosa mania de nos negligenciar???
Porque hoje, sexta-feira, quase meia-noite, tendo deixado conscientemente de lado um belo compromisso que eu tinha muita vontade pessoal de ter ido para ficar em casa honrando os meus demais compromissos (de mim para comigo mesma)... e ainda, depois de uma semana de planejamentos corrompidos - ora pela falta de uma infra-estrutura decente e necessária de distinção das coisas (no que tange família, trabalho, privacidade etc.), ora por omissão voluntária e assumida, da minha parte, de uma programação mais rígida e endurecida - novamente me percebo aqui... na cozinha de casa... computador remontado na mesa das refeições, pronta para me sujeitar (de novo, por imposição própria) a varar mais uma das muitas noites que eu já virei só para fazer "tudo aquilo" (atenção as aspas, rs) o que não rendeu durante os meus dias... no decorrer da semana. E SIM, reincidente em mais um daqueles velhos hábitos que eu simplesmente adoraria abolir da minha vida!!! Só porque assim eu tenho a paz e a infra que do contrário eu não consigo ter de outro modo (ao menos por enquanto.............)
E, por conta disso, e de toda essa situação de contrários é que me faz vacilar se minhas concessões estão de fato sendo expressão do meu livre-arbírtrio ou se o meu livre-arbítrio é quem tem sido refém dos meus próprios calotes pessoais.
Ehhh... de fato, uma resposta como essa, sincera e profundas a uma percepção ainda tão confusa das coisas, eu ainda não tenho não... mas, ao menos, uma certeza eu tenho: esses dois amantes de famílias rivais só vão sossegar aqui dentro do meu peito quando alguns dos meus sentidos não for mais tão entrelaçado a percepção que ainda tenho do meio e, portanto, conseguir modo de ser seguramente distinto.
Contudo, de qualquer forma, ainda sim, quero ter muito com o que eu me contentar (e por isso, quem sabe me regozijar!): ambos se amam!!! E essa mão-dada do livre-arbítrio com as concessões não são mais sobrepuljadas a um falso moralismo barato, condicionado a este ou aquele quesito. Certo ou errados, os dois caminham apaixonados, lado a lado, nas minhas formas de olhar para o mundo porque sem elas... na minha avaliação... não poderia haver liberdade verdadeira!
Uma música que me diz muuuuito em fases em que eu volto a trabalhar, depois de uma longa temporada desempregada (ou perdida no quesito profissional) era justamente esta, do Renato Russo (meu ícone músical!)
Eu sempre fui uma pessoa que precisa estar trabalhando!!!
E não digo isso apenas pela questão financeira e independente... digo porque eu sou daquela que acredita que o trabalho dignifica o homem, sabe? Não me sinto digna se não estou trabalhando. Não reconheço minha própria identidade! E, assim, não há nada ocmo chegar ao fim de um dia, como o meu, de agora, sem esse valor (ainda que não exatamente como o que eu imagino)... de quem só pensa em descansar. Cair nos braços de quem se gosta (ainda que, neste instane, seja minhas própria aspirações) e esquecer um pouco de tudo o que não sabemos.
Música de Trabalho
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Sem trabalho eu não sou nada Não tenho dignidade Não sinto o meu valor Não tenho identidade Mas o que eu tenho É só um emprego E um salário miserável Eu tenho o meu ofício Que me cansa de verdade Tem gente que não tem nada E outros que tem mais do que precisam Tem gente que não quer saber de trabalhar Mas quando chega o fim do dia Eu só penso em descansar E voltar p'rá casa pros teus braços Quem sabe esquecer um pouco De todo o meu cansaço Nossa vida não é boa E nem podemos reclamar Sei que existe injustiça Eu sei o que acontece Tenho medo da polícia Eu sei o que acontece Se você não segue as ordens Se você não obedece E não suporta o sofrimento Está destinado a miséria
Mas isso eu não aceito Eu sei o que acontece Mas isso eu não aceito Eu sei o que acontece E quando chega o fim do dia Eu só penso em descansar E voltar p'rá casa pros teus braços Quem sabe esquecer um pouco Do pouco que não temos Quem sabe esquecer um pouco De tudo que não sabemos
Pois é... eu, agora, encerrando meu expediente... vou pra salar: assistir novela!
22/07 às 19h28 a 29/07 às 22h16 Mercúrio em conjunção com Lua natal
Nos próximos dias que vão de 22/07 às 19h28 até 29/07 às 22h16, o planeta Mercúrio estará se aspectando harmoniosamente com a Lua do seu mapa de nascimento, Maria. Esta tende a ser uma fase bastante propícia para tomar decisões que se pautam tanto em processos racionais quanto em sua intuição. A sua percepção das coisas estará mais completa, e este aspecto favorece o entendimento, os estudos, os escritos e as trocas intelectuais.
Você perceberá que está mais eloqüente do que o usual, e neste momento podem ocorrer muitas conversas e notícias de pessoas que há muito tempo você não via. O estímulo positivo de Mercúrio lhe permitirá compreender coisas que você antes não entendia muito bem, sobretudo no que diz respeito a acontecimentos passados que você não processou legal. Esta é uma fase de insights e de esclarecimentos, Maria.
Na foto: Lua e Mercúrio após o por-do-sol em 23/09/2006 - 22:11 UT - Porto Alegre
Pois é... depois de criar coragem e finalmente resgatar o que moranas profundezas fluídas do meu inconsciente, passar por um trânsito astrológico onde Mercúrio está em conjunção com minha Lua Natal, não parece ser nenhuma grande novidade... huahuahuahua. Não é nada mais e nem nada menos do que a compreensão das coisas e, como diz o trânsito, respeito profundo a acontecimentos passados que eu não entendia direito e que agora, fizeram-me entrar em uma fase profunda de insights e esclarecimentos...
Eu sei que não é regra e nem é isso que esse Arcano quer dizer diretamente, mas em sum semestre de morte e com a minha intuição mais aguçada do que nunca... eu sabia que o Arcano XIII daria as caras a qualquer momento... são não pensava que seria tão já:
(atenção ao número de mortos)
Brasil
Terça, 22 de julho de 2008, 18h03
Acidente entre carreta e ônibus mata 13 no Rio Grande do Sul
A colisão entre um ônibus com 36 passageiros e uma carreta na BR-386, em Fazenda Vilanova, próximo ao município de Lajeado (RS), por volta de 4h30 de hoje (22), provocou 13 mortes. Segundo o chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no estado, Alessandro Castro, o acidente também deixou 22 feridos. Apenas uma pessoa conseguiu escapar ilesa.
Entre os mortos, informou Castro, estão os motoristas do caminhão, Carlos Moacir da Silva, 42 anos, e o do ônibus, Gerson Rodrigues Machado, 38 anos. Eles e 11 passageiros morreram na hora. Os feridos foram encaminhados para os hospitais de Estrela e Lajeado.
De acordo com Castro, a pista estava molhada no momento da batida. O ônibus da empresa Ouro Prata ficou com a lateral esquerda destruída. "Suspeitamos que o motorista tenha perdido o controle do caminhão por causa do cansaço da viagem."
Dentre os passageiros que estavam nesse ônibus, uma das vítimas fatais foi Dirce Margarete Gross, amiga de trabalho da minha mãe em Brasília, lá da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (a que fala na foto, a única que temos dela).
Uma companheira que trabalhava gerenciando alguns projetos, junto com a minha mãe, na área da Educação e para as Trabalhadoras Rurais. De origem humilde, Dirce estava vindo de um fim-de-semana no interior com a família. E, de repente, em meio a uma tragédia como essa... meu dia de ontem, ao lado da minha mãe, de repente revirou.
Assim, ela foi chamada as pressa para Brasília para cobrir as companheiras que foram pra lá atrás de notícias. Até sair a lista definitivas dos mortos, e depois com a confirmação, revivemos uma drama familiar de 4 anos atrás: o acidente de carro que levou minha tia a morte.
E, ainda que eu ou qualquer um daqui da minha casa, não tivéssemos maiores contatos pessoais com a Dirce (exceção, é claro, da minha mãe e de mim que só a conhecia de atender seus telefonemas aqui pra casa), o episódio e todo o alarde da situação me pegou muito a pensar em como a Morte é Imperativa e como diante dela, nada pode ser feito a não ser, rezar, vibrar, orar por seus desenlance espiritual e pelos os que aqui ficaram a sentir suas saudades.
Quis deixar esse registro aqui apenas para eu me lembrar disso, qdo o Arcano XIII - novamente - vier mostrar sua face pra mim (ainda que metaforicamente) e não me pegar tão de sopetão, desprevinida!
Assim eu me recordo bem de como lidar com ele e como melhor compreendê-lo, ainda que em outras ocasiões! Que assim seja...
"Olorum, Senhor nosso Deus e nosso Divino Criador, ei-nos reunidos à volta do corpo carnal do teu filho (Dirce Margarete Gross) que cumpriu sua passagem pela terra com fé, amor, e confiança, e não esmoreceu em momento algum diante das provações a que se submeteu para que pudesse evoluir e aperfeiçoar ainda mais a sua consciência acerca da Tua Grandeza, Senhor Nosso Pai! Acolha seu espírito que já retornou ao mundo maior onde está a morada dos que O servem com humildade, fé e caridade Senhor Nosso Pai! Envolva-o na Tua Luz Divina e Ampare-o no Teu amor eterno, Senhor Nosso Pai. Amém!"
Ontem, no meu trabalho na tenda, preocupada com a quatidade de atividades que ando assumindo e angustiada mais ainda com a condição que tenho para desempenhar todas elas, recebi essa orientação de um querido boiadeiro:
Quando os gados se esparramar, desgovernados, por entre o rebanho... toca o berrante, filha!
Pra quem não sabe ou não conhecem...
Os Boiadeiros
São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, por isso, aproveitam a oportunidade do trabalho como espíritos desencarnados, incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé para galgar essas esferas de desenvolvimento espiritual, antes de uma nova reencarnação.
Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Portanto, esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.
Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o "dispersar de energia" aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha "sempre" atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).
Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim "limpam" o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes interferem nas consultas de médiuns conscientes. Esses espíritos atendem a boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.
Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e sua maior devoção é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele como um "filho".
Trabalham também para Orixás, como mensageiros de Aruanda. Mas, mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio "Ori" - pois na verdade todos são braços de Omulú.
Exemplificando essa idéia: Um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.
Dentro dessa linha a diversidade encontram-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc...
Em um daqueles importantes momentos especiais da vida da gente, acredito piamente que "Eles" e "Elas" vêem prozear com a gente... Como uma grande amiga querida disse - há pouco - em seu Blog: "Eu não consigo estudar mitologia sem pensar que esses momentos são instantes em que a divindade te olha e te manda uma bênção." Também penso assim. E, sobretudo, também sinto assim...
E por pensar e sentir assim, quis postar aqui um texto que li hoje que, de modo materialmente sério e sensível, veio me tocar. Talvez por tudo o que anda rolando, ou talvez por nada. Mas, em tempos de Roda da Fortuna, a gente não tem muito o que "empacar" com uma posição só...
É deixar rolar... certo? rs -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
"Baubo é uma antiga Deusa da Grécia associada à sexualidade sagrada. É também um arquétipo da vida, da morte e da fertilidade. A sexualidade sagrada, a fertilidade e a imortalidade são conceitos que estão unidos na concepção mágica dos povos antigos. A representação da vulva não é mais do que a perpetuação do feito mágico do nascimento. Na figura da Deusa Baubo, o seu ventre representa o símbolo numinoso da fertilidade. Enquanto que na posição frontal, toda a nua feminilidade da Deusa é permeada pelo numinoso que dela emana como fascinação, essa limitação à zona do ventre ou do útero expressa, no aspecto inumano e grotesco, a autonomia radical do ventre em relação aos "centros superiores" do coração, seios, cabeça, e assim entroniza-o como sagrado.
Baubo é uma antiga Deusa Grega do Ventre, conhecida também pelo nome de Iamba. Era esposa de Dysaules e mãe de Mise. Nas suas representações não possui cabeça, mas apenas um rosto que aparece no torso.
A sua história chega-nos da Antiga Grécia, quando Deméter era a Deusa Mãe da Terra e todos os dias passeava pelos prados para deles cuidar, garantindo assim que houvesse abundância no nosso planeta. Regava as plantas, fazia florescer as árvores, sempre acompanhada da filha Perséfone que amava profundamente.
Certo dia, Hades, o Deus dos Infernos "sequestrou" Perséfone e levou-a para as entranhas da terra. Deméter caiu então em profunda depressão. A terra reflete o seu desespero e os campos tornam-se estéreis.
Deméter, na sua peregrinação em busca da filha, chegou a um lugar chamado Eleusis chorando muito. A pequena ama Baubo, vendo-a tão desesperada, acercou-se dela dançando; em seguida levantou a saia e mostrou a vulva. Deméter sorriu e Baubo abraçou-a, dizendo-lhe que, como Deusa da Terra, ela não podia ser destruidora mas sim transformadora. Em seguida continuou a contar-lhe histórias picantes e divertidas. As duas riram muito juntas até que a Mãe da Terra adquiriu novas forças para ir em busca da filha. A Terra riu com as Deusas, a Terra floresceu.
A dimensão contagiante da alegria e do riso sagrado, juntamente com as festividades e cerimoniais em que se vê envolta, afastam a humanidade dos seus pesares que constantemente a aferroam, afirma a vida e vence os temores da morte e da esterilidade. Através da alegria e do riso esquecemo-nos dos limites da nossa existência, além de que mais facilmente conseguimos vencer os obstáculos que põem em perigo a continuidade da vida.
Baubo é a Deusa radiante, amante do sorriso. Ela é a combinação do impulso sexual, natural e instintivo, e da arte altamente elaborada de amar.
Baubo vive em cada uma de nós; é a capacidade que todas nós temos de nos levantar e seguir em frente depois de um momento triste, de apostar no riso, como auxiliar na cura para as nossas depressões. Baubo faz-nos ainda entender como é poderoso, belo e mágico o corpo feminino. Qualquer que seja a sua forma e o seu tamanho, o nosso corpo é único e, portanto, especial.
Muitas pessoas ainda hoje sentem-se mal amadas, ou até indignas de serem amadas e muitas ainda têm a certeza de ter perdido a capacidade de amar. Mas este vazio difuso de que as pessoas se queixam pode ser explicado em termos de perda da conexão com a Deusa, aquela que renova a vida, traz amor, paixão e fertilidade. É a Deusa Baubo que faz a ligação com uma camada importante da nossa vida instintiva, trazendo-nos de volta o riso, a alegria, a beleza e a energia criativa que une a sexualidade à espiritualidade.
Hoje já não temos a oportunidade de segurar a imagem da Deusa com o carinho de antigamente, pois a mente racional simplesmente relegou-a para a categoria de “práticas pagãs arcaicas”. Entretanto, no corpo do pensamento psicológico (e no campo devotivo que a Carol carrega em seu Coração), as imagens das Deusas são consideradas "arquétipos" (ou forças vitais). Arquétipos são formas preexistentes que integram a estrutura herdada da psique comum de todas as pessoas,enquanto essas energias primordiais inspirada e alimentam nossas próprias forjas de início). Essas estruturas psíquicas (e essas energias primordiais) são dotadas de densidade emocional e quando ativadas têm o poder de transformar o nosso consciente.
Acredito, que Deusas como Baubo, segura e confiante no seu corpo e na sua sexualidade, podem ensinar-nos a adquirir confiança em nós próprias.
Quando você também estiver pronto... faça como ela: ria alto e o quanto puder. Rir é contagioso. Portanto, a partir de hoje, sorria muito e "infecte" o mundo com a "epidemia" do seu sorriso".
Pois é... meu I semestre de 2008 veio sobre a regência do Arcano XXI:
O MUNDO
Um semestre que eu vim inicialmente de Mago, Carro, Mundo, Imperatriz, Carro, Enamorados e Sumo Sacerdotisa... Enfim, o que seria, em tecla SAP, pra quem não manja de arcanos de tarô:
Um semestre que inicial com todo um novo contexto de vida, uma nova fase na minha vida (voltar a morar na casa da minha mãe) onde as portas da transmutação alquímica se abriu de modo muito claro e definitivo na minha vida, em busca de resgatar e reafirmar a minha própria autonomia e autenticidade de tudo o que vim anulando em detrimento de outros.
Aí, nesse primeiro momento, precisei logo de cara segurar firme nas rédeas da situação, perante ao choque de contrários que foi a minha percepção de individualidade e de espaço de uma casa com a perspectiva e posições dela qto conceito dessa individualidde de espaço e de casa, convivendo juntas, debaixo de um pseudo-teto. E aqui, devo a Carona Veloz de Ares, em Sua Entrada do Ano Novo Astrológico que, realmente, parece ter abraçados a todos que morgam e lançados de bunda em sua biga grega!!!
Mas aí tudo bem, com sua lição expressa pela "Arte de Seguir em frente", entrei de cabeça já num primeiro teste desse semestre, no que tange não apenas as posses, a realização e as condições verdadeiras de me estabilizar, segungo ensina a teoria do Big Bang... que prega a criação do mundo a partir de uma explosão de massa compacta, que deu origens aos elementos químicos, graças a ação do Sol e da tensão. Em palavras mais análogas, foi qdo vivenciei uma espécide de explosão mesmo, de uma situação familiar mal resolvida e que vinha numa eminência de estourar a qq momento. E, a partir daí, foi como no Big Bang. O Calor do Caos, reagiram para formar os diversos elementos morais de que hoje, mais e mais, sou dotada e aí a coisa toda vai se fundindo pra constituir o meu código de conduta e meu mundo.
Aí, como todo ovo... precisei de um mãe! Minha Imperatriz me veio como mãe, gestadora e parideira para gerar esse novo óvulo que brotava pra mim. Depois, toda fecundação, até que provem o contrário, rss.. ainda precisam de um Pai.. e aí o meu segundo "Carro" veio muito com esse aspecto Paterno, de me fazer resgatar um combustível nessa caminhada, no tocando do "suportar" de que todo pai nos obriga a encarar.
E, assim, obviamente, veio ele! O momento de me largar no mundo e dizer: agora vai!!! Era, de fato, o primeiro momento do semestre em que eu "andava sozinha" - até literalmente depois de um problema no pé - para me testar, me avaliar, se eu já sabia aplicar alguns conceitos que eu só tinha ouvido na teoria. O poder de tomar minhas próprias decisões, sobre o verdadeiro prisma do desejo que, muitas vezes, não conhece moral e nem ética nenhuma... somente quer, pq quer e pronto!! E aí eu assumi o desafio e bati no peito... chamei pra mim. Até pq, em momentos como esse, a gente não fica simplesmente em cima do muro e, ao final, o melhor de tudo é, qdo cair para um dos lados... poder assumir a dor e a delícia de ser e ter escolhido o caminho que só vc optou em fazer. E, agora, responder por isso!
Por fim... ela!! Meu Arcano Pessoal: a Sumo Sacerdotisa. O Arcano que me traz muito fortemente alguns apelos da minha alma: feminilidade, magia, mistério, consagração, intuição. Já que... depois de uma nova fase iniciada... a direção acertada, o óvulo pronto, a mãe, o pai e, por fim, o filho em seu estado bruto... nada como vir nossa essência, agora, mergulhada em introspecção e resguardo para melhor me lapidar, me "acabar" nos últimos retoques desse "Mundo Novo" ... autêntico, autônomo e preciso.
De reformação de uma individualidade... Foi quando dei por mim e percebi o qto de meu mundo, de fato, esse "Mundo" teve em 6 meses... E assim... continuo o meu caminhar. Agora, mais refeita... segura até do propósito e do sucesso em que verdadeiramente me dediquei no começo desses meses...
Meu mundo... Pequeno mundo Nele habitam meus sonhos Afora nada... dentro sou tudo
Quando ao fechar os olhos Em silêncio absoluto Exorcismo minhas culpas Negligências no saber Egoísmo do meu ser Nele sou só...
Personagem de mim mesma Egocentrismo no lirismo Minhas palavras meu cismo Que teimo em versejar Como se poeta fosse Reinvento o amar
Bastando o sentimento Rebuscando o pensamento Alheio às teorias Que regem mundo afora E atravessando essa porta Sou apenas uma mulher Amante da poesia Que lê os versos do poeta Que com toda maestria No seu saber diz o que quer...
“Não sou nada Nunca serei nada Não posso querer ser nada À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (ÁLVARO DE CAMPOS)
Segundo protesto do dia (rss... Carol em momento de lavar a alma!!!)
Mas antes, faço aqui apenas uma explicação inicial. Eu sou filha de Militante!
Ex-secretária geral do extinto Partido Comunista Brasileiro (PCB). Delegada sindical, grevista de piquete em porta de agênicas do Banco do Brasil. Mulher combativa e revolucionária. Alguém com quem aprendi a lutar sempre por aquilo que acreditamos! Em compreender que a vida seria pouca e em vão se fosse pra ser vivida só pra si... que todas as oportunidades que nos é dado só tem um real sentido se pudessem ser revertidas a extender esse benefício a todos que não podem ter a mesmo chance que eu. E que nossa passagem pela Terra, ainda que rota e efêmera, verdadeiramente só pode ser plena, se de algum modo atuarmos em nosso meio para transformar o nosso mundo, um lugar para todos nós vivermos. Um lugar mais justo, fraternal e humano.
Enfim... isto posto, vai aqui o meu Manifesto! Cresci, aprendi, desenvolvi e reaprendi, pra mim, exatamente como a minha visão Materialista de História, de Marx, formou o meu modo de encarar as relações interpessoais... E quer mais? Sejam ela de que natureza forem... as sociais, as profissionais e até mesmo qua?? As familiares também! Por que tudo, de um modo ou de outro, sempre pode ser resumido a uma relação de poder, entre os que podem mais contram os que podem menos. Como melhor Marx explica:
"a História de toda a humanidade como a História dos constantes choques entre as classes sociais antagônicas entre si: homens livres e escravos, patrícios e plebeus, barões e servos – em suma – os que oprimem e os que são oprimidos, os que mandam em antagonismo com os que obedecem"
Com isso, não quero eu posar de vítima das circuntâncias... só constatar como algumas máximas, quando bem definidas e exploradas podem sim, ser aplicadas nos mais variados âmbitos da vida da gente. E por esses dias, notei nitidamente como a relação familiar é dotada dessa dialética... composta não tão somente por opressores e oprimidos... mas tb por aquela camada média que exerce um papel absurdamente relevante a situação mas, ao mesmo tempo, é a mantenedora das opressões.
Assim, em 1848, no célebre Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels escreveram sobre esse segmento social: "a classe média é conservadora, e tem medo de mudanças, porem almeja ter o poder que a burguesia detém (...)elas tendem em serem uma mola propulsora ao retardamento do processo de conscientização social que deverá estar presente naqueles que vivem-do-trabalho (...)". Assim eles nos alertam o quanto a classe média tem suas ações e seus discursos fundamentados em seus próprios interesses, já que, na qualidade de testa de ferro da burguesia, ela sempre vai jogar os seus interesses para aqueles que conseguirem a manutenção e aumento dos seus confortos.
E o mais triste é ver isso acontecer nas mais sutis das relações. Quando classes médias, como tios e tias, entram para participar do discurso do núcleo familiar para, uma hora, defender os mais fracos da falta de postura digna de pais e mães, por apelo a moral e os bons costumes que os filhos merecem e devem ter em situações de opressão (Quanta bondade! Quanta gentileza!!) Aí... em um piscar dos olhos, quem te estendia o braço e te chamava para o "levante revolucionário" é quem se alia com seus opressões e passa, mascaradamente a defender a manutenção das coisas, por medo e coerção de ser diretamente afetado em seus interesse.
E á, nessa horas, eu olho para situações como a de ontem na minha casa, e me sinto como William Walace(líder revolucionário da independência da Escócia, retratado pelo filme da minha vida, Coração Valente!) ao ser traído pelos nobres líderes dos clãs escoceses, ao se retirarem exatamente na hora do campo de batalha e, ainda, numa última ação desesperada em agarrar o Rei da Inglaterra com as próprias mãos (sim!!! eu fiz isso...) ele é detido e protegido, na hora, pelo "Cavaleiro Real" que, ao guerrear, Walace descobre se tratar justamente de Robert de Bruce, o cabeça da clã e quem tinha lhe dado a sua palavra que estaria ao seu lado contra os ingleses.
Acho que em toda a minha vida, nunca mais eu vou esquecer os olhos de desolado e decepção que vi e senti (e mais tarde, de tantas inúmeras vezes que já assisti esse filme), sem querer, protagonizei exatamente o que ele percebeu do mundo e de quão maior são as relações de poder como naquele momento do filme. O quanto ele se deixa cair sentado no chão da Escócia, com a roupa e a cara toda suja de sangue, cansado, exausto de uma luta que, naquele momento ele tinha a mais absoluta certeza das coisas: ele lutara sozinho!!!
E foi exatamente assim que me senti ontem: lutando sozinha! :'(
Desculpa, gente... eu sei que escrever agora num vai adiantar nada "chorar pelo leite derramado", mas se eu não desabafar algumas coisas aqui, eu não vou conseguir me acalmar... E a primeira delas é...
A TELEFONICA É FODA!!!
Um apagão desse - que nos deixou sem internet - no estado inteiro e eles tem coragem de dizer que foi só 24horas e foi rapidamente solucionado e blá, blá, blá (leia aqui, na íntegra, a matéria da Folha de S. Paulo!!!)
MEU!!! O que é isso????
Só eu estava sem internet desde QUARTA - às 16h mais ou menos - e de lá pra cá, minha internet só voltou ontem a noite (sexta-feira)!! Isso, sem falar na negligência com as informações...
Quando começou a pane, eu achei que era algo local, restrito ao meu termina. Aí, todas as vezes que eu telefonava para o suporte técnico, eles se quer me davam informações sobre o que estava acontecendo... Ainda que fosse para me dizer que não conseguiam detectar o que estava gerando essa falha... Nada!! O que dirá uma previsão para normalizar o sinal. ' Fora as técnicas de te desencorajar a ter acesso a informação (e notem, que em nenhum momento eu fiquei puta com o problema em si... fiquei puta sim com a dificuldade em ter acesso a informação, direito esse protegido pelo Código de Defesa do Consumidor, Procom e tudo mais), tais como:
- Deixar vc 22 minutos pendurado ouvindo música enquanto eles te transferem para o suporte de diagnósticos avançados (sim, eu contei no relógio!)
- Te fazer confirmar 10 mil vezes, com os 10 mil operadores, os dados do assinante da linha...
- Para no final... ou desligar, cair a linha... ou, "no momento, não podemos prestar maiores informações"... a orientação da telefonica é para os usuários tentar a conexão dentro de X tempo (1 hora, 4 horas, 6 horas, 10 horas e por aí ia).
Pombas!! Que desrespeito, sabe?!?! A gente paga a assinatura de um plano ...........Paga o provedor de acesso ......................Paga visita do técnico pra manutenção .................................tudo para o quê?
Para quando a gente precisa do serviço ativo, além da gente não ter, a gente também não tem nem o mínimo de esclarecimento e/ou orientação a cerca do problema. E quando vc quer exercer seu direito de se desfazer de um produto/serviço que uma determinada empresa não te satisfaz em termos de excelência no antendimento..... o que acontece??
O grupo prestadora do serviço de banda larga da minha região (telefonica) detem o monopólio na minha região já que a outra empresa que oferece esse tipo de serviço (os Nets) não chegou aqui... E a telefonica, sabendo disso, abusa enormemente da nossa boa vontade...
Em dia de Linha de Cosme e Damião, na tenda... Às portas de uma nova lunação, começo de mês, Trabalhando com uma ciganinha (mirim) danada pra mandingar...
Não podia dar outra coisa, senão eu cirandar!
(Carol dentro da Roda da Fortuna!)
Ela teimou, porque teimou comigo que queria, porque queria tirar o meu arcano maior da lunação... já que, segundo ela, eu já ia precisar dele... E que os menores, era para eu fazer algumas coisas que ela me orientou, para tirar no dia da lua nova, em tributo ao "homem que caminha", já que os menores vem mesmo nesse movimento de revelar um percurso, uma jornada...
Aí eu teimando, porque teimando, que não queria que ela tirasse, pq não queria interferir na coisa da lua, por ter uma parte do meu ascendente em virgem que gosta de tudo certinho, planejadinho, na data prevista, dentro dos conformes... escuto uma dessas:
_ "Fica quieta, tia... Vc num sabe de nada..."
Agora, me respondam, eu posso??? (garotinha mais abusada!!)
Nanã é um orixá feminino de origem daomeana, adotada da África que representa o dogbê (vida) e a doku (morte). Ela acolhe em seu ventre os ghedes (mortos) e os prepara para o leko (renascimento). Essa dualidade é representada por Nanã que personifica os pântanos. É neles que a mistura da água (vida) e da terra (morte), formando a lama, existe um portal entre as dimensões dos vivos e dos mortos. O pântano ou a lama, foi o local escolhido por Nanã para ser sua residência. Entretanto, para haver barro ou lama, tem que haver chuva, Nanã passou também a reger a chuva.
Nanã é conhecida por vários nomes, dependendo da região e do dialeto, mas em Dahomey (hoje Benin) na cidade de Domê onde está localizado seu principal templo, ela é conhecida como Nanã Buruku . Ela está fortemente ligada ao elemento terra e é chamada de "Senhora dos Pântanos", assinalando-a como uma Grande Mãe que é responsável pelo sopro da vida e conseqüentemente a morte.
Nanã sempre conduz os seres humanos com muita seriedade, justiça e determinação. Seus cânticos são súplicas para que a morte seja mantida afastada e que a vida seja preservada.
Sendo a personificação da "lama" ou da "chuva", Nana está sempre no principio de tudo, relacionada ao aspecto da formação das questões humanas , de um indivíduo e sua essência. Ela é relacionada também, freqüentemente, aos abismos, tomando então o caráter do inconsciente, dos atavismos humanos. Está relacionada, ainda, ao uso das cerâmicas, momento em que o homem começa a desenvolver cultura (período neolítico).
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Autoria: Carolina Carvalho
Vindas das águas liláses, A ti, minha Senhora, agradeço de verdade!! Viestes Ondina sereiando à luz da Lua Do mesmo fogo azul de chamas nuas
Sua vinda me trouxe morte em vida, Mas me forjou uma nova vida da morte! Ventos das Quatro Torres rodopiram as folhas Que das árvores fazem da Mãe Terra suas moças
Contigo, danço no silêncio da noite Tambores de insconscientes a brotar. E nessecaminho, onde só flores resplandeceram E eu não tenho mais palavras pra te reverenciar!
Seus planos estão em andamento, porém, coisas acontecem com as pessoas próximas, e como resultado disto seus planos precisam ser adiados, pois será imprescindível você prestar a devida ajuda. Evite considerar a situação toda como uma perda de tempo, ou dificuldade desnecessária, pois no ato de prestar ajuda seus planos acabarão sendo melhorados também.
Engraçado como eu já estava meio que "premeditando", "antevendo" esse movimento todo tb?!?! As coisas parecem já terem sido encaminhadas pra isso e ler essa, do Seu Quiroga, para os Aquarianos no mês de julho... puutz!! Foi como chover no molhado, mas... fazer o quê?!
Acredito que, seja "tocando em frente" pela reta direta, ou contornando pelos meandros que a vida implica (seja pelo atalho, seja pelo caminho mais longo) o que não pode acontecer é eu perder, nesse momento da minha vida, o foco!! A rota pode e deve ser sempre recalculada... mas o destino: ah! Meu amigo... esse tem que ser preservado...
Já que, como ensina a música, "cada um sem si carrega o dom de ser capaz de ser feliz!" É pra lá que eu vou focar...e não párar de andar!!!!!
Assim chegou o meu inverno... com o calor de um compromisso e, com ele, a base de um verdadeiro sacramento!
[... esse ser ávido e destemido, único, capaz de constituir preceitos como honra e caráter, virtude! Um sentimento vasto e tácito que só quem, alguma vez na vida, já se comprometeu integramente a alguma coisa que lhe era muuuuito sagrado sabe exatamente sobre o que estou falando...]
Eu, particularmente, só aprendi a me lançar no mundo e às pessoas sobre o manto real do compromisso. E, ter a oportunidade de resgatá-lo e reafirmá-lo, de um certo modo, como eu tive neste fds, foi pra mim um gosto tão bom de retorno a origens e familiaridades que não consegui resisti a tentação de aqui registrar. Porque assim foi o jeito que eu aprendi a ser na vida e assim é também a única forma que eu acredito ser possível prosperar...
Portanto, deixo aqui o meu louvor a esta Grande Comunhão!!!
Um tributo que começa como base uma reflexão bastante filosófica: É sabido que, em diversas culturas e mitologias, o solstício de inverno era celebrado como o nacimento da luz, o nascimento da "criança da promessa", que ao crescer traria luz e calor (Ave Apollo!). Com o advento do cristianismo, o nascimento de Jesus passou a ser comemorado na mesma data, como sincretismo ou alusão à questão da criança da promessa.
Logo, o nascimento de qualquer divindade de luz trata-se, em verdade, refere-se a um Simbolismo de Esperança no Futuro!!!... e em nome desse sentimento, associo Apollo ao meu Oxalá Querido, por carregarem em seu bojo a mesma irradiação celestial!!!
"E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança no meu sangue derramado em favor de vós." (Lucas 22:19-20) ---> Passagem que deu origem a tradição da Eucaristia dos Católicos (do grego εὐχαριστία, cujo significado é "reconhecimento", "ação de graças") que, pra mim, nada mais é do que a confirmação de um voto, a renovação de um compromisso!!
Exatamente como senti, domingo, na majestosa companhia de amigos. E assim irei honrar meu compromisso... para sempre!
Sim! Eu que venho em companhia dos ctônicos, neste fim de semana, estive excepcionalmente em visita à Luz...
Uma passagem como poucas na vida da gente... onde - de primeira mão - já adianto que aprendi como os simples aspectos fortes dos nossos modos de nos religar com o espiritual são, de fato, as mais incríveis e intensas essências divinas que podemos encontrar em vida... UAU!!! E que justamente nessa forma tão singela e natural (mas forte! absurdamente forte!!) de expressarmos o sagrado em nós é que somos verdadeiramente agraciados por suas indiziveis magnitudes. Porque são nesses raros e caros momentos da nossa existência que descobrimos a real latência digna de chamarmos de dádiva sobre a Terra!
NOSSA... devo dizer também o quanto pequena e ainda impura me senti perante tanta luz brilhante!!!! Um resplendor que, confesso, mal consegui reter os olhos a pino para apreciar.. Era demais pra minha vista, sabem como é??? Tudo o que consegui foi me guardar a minha insignificante condição e me emocionar.
Que honra! Que privilégio!
Um clarão que foi desde o colo do mensageiro, do sábado, até a Dama de escuro véu, a Grande Senhora Gentil, do domingo... Sem esquecer, é claro, das chamas gêmeas flamejantes a despontar ao léu (incrível vibração suave que franca vem nos presentear...)
Acompanhada por meu mangue primordial, enlaçada por minha queda d'água essencial e, claro, recoberta por minha maré fundamental..... devo explicar o quanto só consegui perceber - paradoxalmente - quão escuras estavam as minhas águas, naquele momento... Enegradas no coração de um começo de noite, seivada no seio de minh'alma. E que, dela, venho me despertar... É bem verdade que, no começo, estranhei muito o quanto eu só conseguia reconhecer meu elemento vital desse modo tão sombrio... mas, definitivamente, não me espantei! Porque a oeste, alí, descalça, nada eu poderia fazer senão me render aquela leve sensação de poça d'água a molhar meus pés, em tamanha escuridão... resignei-me!
Até.... de fato entender - com aquele tipo de insight que só o Brilhante é capaz de jorrar - que, afinal, qual outra sensação eu poderia ter perante a luz senão a escuridão??? Já que não se tem sombra sem luz...
Sim... já fazia tempo que eu devia essa explicação... pq meu Multiply é Yara... e como "filha das águas" e "filha de caboclo", os Índios de Oxósse, achei que não teria deidade melhor a se reverenciar que trouxesse em seu bojo o encontro das águas doces (rio) com as águas do mar (peixes / sereia) com o mito indígena.
Lá vai:
O folclorista brasileiro Câmara Cascudo reconta em "Lendas Brasileiras" (1945) a lenda da Iara (Uyára era o deus amazônico dos peixes: era , segundo outros, a Sereia ou Mãe d'água, pois Y-Yáraquer dizer - a que mora na água. A raça desses monstros marinhos chamavam de Y-Yára-ruoiara).
Deitada sobre a branca areia do igarapé, brincando com os matupiris, que lhe passam sobre o corpo meio oculto pela corrente que se dirige para o igapó, uma linda tapuia canta à sombra dos jauaris, sacudindo os longos e negros cabelos, tão negros como seus grandes olhos.
As flores lilases do mururé formam uma grinalda sobre sua fronde que faz sobressair o sorriso provocador que ondula os lábios finos e rosados.
Canta, cantando o exílio, que os ecos repetem pela floresta, e que, quando chega a noite, ressoam nas águas do gigante dos rios.
Cai a noite, as rosas e os jasmins saem dos cornos dourados e se espalham pelo horizonte, e ela canta e canta sempre; porém o moço tapuio que passa não se anima a procurar a fonte do igarapé.
Ela canta e ele ouve; porém, comovido, foge repetindo: - “É bela, porém é a morte... é a Iara”.
Para mais: http://www.amazonia.com.br/folclore/lenda_iara.asp
Pois é, a Carol não é muuuuito de postar sonhos (acho que eles são muuuito da gente e assim deve ficar) mas aí, conversando só sobre este último, com a Thatá no MSN, ative-me ao fato de que, nesse sonho, eu estava prestes a fazer uma viagem internacional, em meio aquela adrenalina de se fazer mala correndo, para não perder o vôo. Aí... nessas... veio a luz numa questão interessante: no meio do sonho, eu lembrava bem que eu dizia que o desembarque era em Zurique, na Europa e eu cheguei até a cogitar no sonho "É Alemanha, não é?!" e, realmente a coisa ficou no ar...
Qual minha supresa quando hoje, joguei no Google (o meu pastor e com ele nada me faltará, hahaha) e descubro ser uma cidade Suíça... com um daquels site de viagens começando a narrativa assim:
"Tudo no lugar certo, na hora certa, da forma certa, como se fosse um relógio suíço. Mas bem... aqui é a Suíça! Para quem vem do Brasil, conhecer um lugar como Zurique é, mantidas as proporções, mais ou menos como visitar outro planeta. Esqueça o jeitinho brasileiro, o improviso, o na hora a gente a gente vê como é que fica. Tudo aqui parece ser feito de acordo com os manuais e normas técnicas. Talvez por isso alguns brasileiros que vivem aqui acham o dia a dia, digamos, desprovido de emoções. Em compensação, os próprios suíços não reclamam e motivos não lhes faltam, já que Zurique tem sido repetidamente apontada como a cidade líder em todo o mundo, em termos de qualidade de vida, e sua população uma das mais bem servidas em educação, saúde e trabalho. A maior cidade da Suíça é a síntese de um povo que deu certo".
Hahahahaha... simbólico pakas, não é??? Que tal um poquinho de Zurique hoje, na vida da gente?? Tudo no lugar certo, na hora certa, da forma certa, como se fosse um relógio suíço. Já pensaram??? E a coisa do "esqueça o jeitinho brasileiro, o improviso, o na hora a gente a gente vê como é que fica"... hahaha, essa foi demais! Será um recado?!?!?! Quem sabe... =)
De qualquer forma, fico com o ideário de qualidade de vida em educação, saúde e trabalho... eis a boa tríade que mais preciso, últimamente, para os meus dias... rsss