Certa vez... assistindo uma peça de teatro que era filmada nos porões do DOPS, chamada Lembrar é Resisitir, eu descobri como a Lembrança pode carregar mais força que uma saudade ou uma menção, um registro.
Lembrar é, de fato, RESISTIR... suportar o que de melhor a vida já lhe deu e que, ainda melhor, poderá galgar... se tão bem persistir e resistir....
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Minha Casa Zeca Baleiro
Composição: Indisponível
É mais fácil Cultuar os mortos Que os vivos Mais fácil viver De sombras que de sóis É mais fácil Mimeografar o passado Que imprimir o futuro...
Não quero ser triste Como o poeta que envelhece Lendo Maiakóvski Na loja de conveniência Não quero ser alegre Como o cão que sai a passear Com o seu dono alegre Sob o sol de domingo...
Nem quero ser estanque Como quem constrói estradas E não anda Quero no escuro Como um cego tatear Estrelas distraídas Quero no escuro Como um cego tatear Estrelas distraídas...
Amoras silvestres No passeio público Amores secretos Debaixo dos guarda-chuvas Tempestades que não param Pára-raios quem não tem Mesmo que não venha o trem Não posso parar Tempestades que não param Pára-raios quem não tem Mesmo que não venha o trem Não posso parar...
Veja o mundo passar Como passa Uma escola de samba Que atravessa Pergunto onde estão Teus tamborins? Pergunto onde estão Teus tamborins? Sentado na porta De minha casa A mesma e única casa A casa onde eu sempre morei A casa onde eu sempre morei A casa onde eu sempre morei...
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