YARA ~~~ filha das águas ~~~

Carol's posts with tag: alquimia

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ReviewReviewReviewReviewReviewHistória de Exú MorcegoJul 22, '08 10:50 PM
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Category:Other
Em um castelo, inteiramente de pedra, mal cuidado e isolado no meio de uma floresta, típico daqueles pertencentes ao feudo europeu, vivia um homem branco e corpulento, trajando uma surrada roupa, provavelmente antes pertencente a um guarda-roupa fino. Percebia-se o desgaste causado pelo passar do tempo, pois ainda carregava uma grossa e rica corrente de ouro de bom quilate, com um enorme crucifixo do mesmo cobiçado material. Parecia viver na solidão, muito embora no castelo vivessem vários serviçais. Na torre do castelo, as janelas foram fechadas com pedra, e só pequenas frestas foram feitas no alto das paredes. A luz não podia entrar. A torre não tinha paredes internas, formando uma enorme sala, com pesada mesa de madeira tosca, tendo como iluminação dois castiçais de um só vela cada. Ao lado da tênue luz das velas, livros se espalhavam sobre a mesa, mostrando ser aquele homem um estudioso e que algo buscava na literatura. De braços abertos, com um capuz preto cobrindo sua cabeça, emitia estranhos e finos sons, tentando descobrir o segredo da conhecida Sagrada Arte. Pelas frestas da torre, entravam e saiam voando vários morcegos com os quais ele procurava inspiração e força para atingir sua conquista. Por quê? Não sei. A idéia e as razões eram da estranha figura. Parecia um homem de fino trato, transfigurado na fixação de atingir um poder que não lhe pertencia. Seu nome? Também não sei. Só o conheço incorporado nos terreiros como o querido mas temido Exu Morcego

Guland, o senhor alquimistta que me acompanha é proprietário de muitos mistérios e segredos, mas nenhum deles me causaram tanta admiração e respeito quanto sua linhagem de atuação. Hoje, ele é Guardião do Vale dos Suicidas e já teve seu corpo perispiritual muuuuuito deformado por suas sucessivas vidas interrompidas das mais diversas formas. E exatamente por isso levei mais de 4 anos, com o trabalho de sucessivas incorporações nas linhas de esquerda, entregas e rezas para que ele perdesse seu aspecto deforme, quase animalesco e voltasse seu aspecto humano.

Exu Morcego
Lider da 11ª falange.

Comanda Exus como Asa Negra , Exu Coruja , Exu Sombra , 7 Sombras , entre muitos outros. Exu nervoso , anti-social não é muito de prosa mas qdo faz algum tipo de trabalho como ele mesmo diz " vai buscar voando " e sempre cumpre com o que diz. Deve se ter um cuidado muito especial com este Exu, por ser considerado guardiões de muitos mistérios!!!

Laroyê Guland e moju ibá!
Laroyê Exu Morcego e moju ibá!


Photo AlbumTributo as minhas Águas (32 photos)Jun 19, '08 12:18 AM
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Em lunação de Sumo Sacerdotisa
Numa regência que começou aos pés de Mercúrio
Sobre o manto roxo da lama divina de Nanã
Que englobaria uma época de clausura e coroação
Não tive como deixar de homenagiá-los!



"É uma lei da natureza: os homens se congregam onde as águas convergem"
Jacques Cousteau (1914-1997) naturalista francês

LinkHermes em São Paulo!!!May 30, '08 1:55 PM
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Link: http://vidasimples.abril.uol.com.br/edicoes/067/mente_aberta/conteudo_...

(além daqui... cá dentro em meu Coração!)

Mercúrio, mensageiro dos deuses, descansa em plena praça da República, no centro de São Paulo. Segundo a reportagem da Revista "Vida Simples", lá existe uma reprodução da obra clássica de Lisipo, exposta no Museu Nacional de Nápoles, na Itália.

Um lugar que, a partir de hoje, com certeza, lá irei estar... =)

ReviewReviewReviewReviewReviewO AlquimistaApr 19, '08 5:40 PM
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Category:Books
Genre: Religion & Spirituality
Author:Sim, apesar de tudo, é ele: Paulo Coelho
"O Alquimista pegou um livro que alguém na caravana havia trazido. Enquanto folheava suas páginas, encontrou uma história sobre Narciso. O alquimista conhecia a lenda de narciso, um rapaz que todos os dias se debruçava na margem de um lafo para contemplar sua própria beleza. Era tão fascinado por si mesmo que certa manhã, caiu no lago e morreu afogado. No lugar onde caiu, um flor surgiu, que a chamaram de Narciso.

Mas não era assim que o autor do livro terminava a lenda. Ele dizia que, quando Narciso morreu, vieram as deusas do bosque e viram o lago, que antes era de água doce, transformado num lago de lágrimas salgadas (PS: sempre eu em meus temas de encontro das águas... doces com as salgadas... Salve Minhas Mãe D'águas, rss).

_ Por que você chora? - perguntaram as deusas.
_ Choro por Narciso - respondeu o lago.
_ Ah, não nos espanta que você chore por Narciso - disseram elas. _Afinal de contas, apesar de sempre corrermos atrás dele pelo bosque, você era o único que contemplava de perto sua beleza.
_ Mas Narciso era belo? - perguntou o lago.
_ Quem melhor do que você poderia saber disso? - disseram, supresas, as deusas _ Afinal de contas, era nas suas margens que ele debruçava-se todos os dias para contemplar-se!

O lago ficou quieto por algum tempo. Por fim, disse:
_ Choro por Narciso, mas jamais notei que Narciso era belo. Choro porque, todas as vezes que ele se debruçava sobre minhas margens, eu podia ver, no fundo dos seus olhos, a minha própria beleza refletida.

"Que bela história", pensou o Alquimista."
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História transcrita na snopse na contracapa do livro, "O Alquimista" conta a trajetoria de um jovem pastor que, certa noite, tem um sonho repetido: fala de um tesouro oculto, guardado perto das Pirâmides do Egito. O rapaz resolve seguir seu sonho e, assim, defronta-se com os grandes mistérios que acompanham o Homem desde o começo dos tempos: os sinais de Deus, a Lenda Pessoal que cada um de nós precisa viver, a misteriosa Alma do Mundo, onde qualquer pessoa pode penetrar se ouvir o próprio coração...

Um livro simbólico, um trabalho bonito que - independente do autor, já que eu, particularmente falando, não tenho predileções pelos textos do Paulo Coelho - para quem quiser experimentar um novo paradigma sobre "A Arte Sagrada", tem aí um prato cheio de um novo sabor sobre como ver e perceber o mundo a sua volta.

Recomendo!


Blog EntryArtigo: ALQUIMIA - A ARTE SAGRADAApr 19, '08 5:21 PM
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Hoje em dia, com todos os avanços tecnológicos no processamento e difusão da informação e as novas descobertas cientificas sobre o nosso passado histórico, ainda pouco se conhece ou está apenas se começando a compreender, sobre o propósito real dos alquimistas e o verdadeiro significado da sua arte.


A ALQUIMIA COMO PRÁTICA MILENAR

Segundo registros históricos, a alquimia foi praticada e difundida em civilizações antigas como a Ásia, África e Europa, segundo sustentam alguns historiadores, por mais e 5000 anos. Alguns afirmam ainda que a real origem da alquimia está associada à herança de conhecimentos de antigas civilizações já extintas em tempos remotos. A alquimia, ou chamada por outros nomes segundo a época e localização, foi praticada nas civilizações antigas da Mesopotâmia, Egito, Pérsia, Índia, China, Grécia, o Império Romano, o Império Islâmico e mais adiante em toda a Europa até o século XIX sendo disseminada em escolas dedicadas exclusivamente para esta finalidade.


ALQUIMIA E CHARLATANISMO

A alquimia ganhou sua fama como sendo sinônimo de charlatanismo durante o século XIX, quando virou moda, sendo praticada por pessoas de todos os níveis culturais e estratos sociais, desde mendigos até reis e Papas, pelos interesses mais mundanos . Foi por causa dos sopradores (falsos alquimistas) que a alquimia foi desprestigiada, desprestigio que se mantém até os dias de hoje (Alguma semelhança com o caminho do Paganismo e dos Cultos Afro-brasileiros??? hehehe, acho que não...).

Contudo, é preciso salientar que foram os sopradores os que desenvolveram os fundamentos da indústria química e metalúrgica atuais. Deste modo os sopradores gozaram de prestígio e estimação na época moderna através das suas contribuições mundanas como a invenção da pólvora, refinamento dos minerais, processos metalúrgicos, produção de tintas, pinturas, cosméticos, cerâmicos, cristais, licores, extratos entre outras descobertas.


A VERDADEIRA ALQUIMIA

Só no século XX foi redescoberta para o mundo uma reconsideração do significado profundo da alquimia como prática para transformação espiritual do ser humano para estados mais elevados de consciência, por pesquisadores como Carl Jung. Ele descobriu uma grande ligação entre a simbologia alquímica e aspectos relacionados à psique humana recentemente desenvolvida.

Na atualidade os investigadores (e, devo dizer, eu também!! rss) julgam a alquimia como autêntica e valiosa pelos seus aspectos espirituais e extrafísicos afirmando que o desenvolvimento da química e metalurgia, como derivada desta ciência, é uma mera corrupção da tradição hermética original. Os métodos alquímicos estão passando por uma recente fase de renascimento na atualidade através dos movimentos esotéricos e místicos da Nova Era.

A historia da verdadeira alquimia tem se convertido em um vigoroso campo acadêmico. É de grande valor para historiadores e filósofos pelos seus aspectos místicos, esotéricos e artísticos. A medida que a obscura linguagem hermética dos alquimista vêm sendo gradativamente decifrada, os historiadores estão sendo mais conscientes das conexões intelectuais entre esta arte e as outras facetas da cultura ocidental, tais como sociologia, psicologia, cabalismo, espiritualismo, rosacruscismo, criptografia, bruxaria, ciência, filosofia entre outras.


A ALQUIMIA COMO CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO

Existem muitas definições que descrevem o que é a alquimia. Desde o lado mais íntimo e profundo da alquimia, ela pode ser definida como a arte sagrada que, através da prática paciente, sabedoria e fé, busca servir de apoio à natureza para permitir a expansão de consciência e aperfeiçoamento do ser humano por meio dos processos de transformação espiritual que atravessa.

Uma prática comum dos alquimistas era o emprego de metáforas e complexos sistemas simbólicos absurdos e desconexos para esconder seus verdadeiros aspectos extrafísicos propositalmente para evitar deixar cair em mãos de sopradores. Para esta finalidade foram utilizadas substancias químicas, estados físicos e processos da matéria metaforicamente para ocultar o aspecto paralelo ligado aos aspectos internos do ser humano. Assim mesmo, muitos símbolos da alquimia são derivados da astrologia devido a que por ambas terem o conhecimento oculto como objetivo comum terminaram se entrelaçando e complementando ao longo do tempo desde épocas antigas.

Sendo assim, a transmutação do chumbo em ouro, uma das maiores ambições dos alquimistas como comumente se conhece, simboliza, na realidade, a transformação do ser humano imperfeito, enfermo, corrompível, efêmero e ignorante, simbolizado pelo chumbo ou saturno, até um estado perfeito, saudável, incorrompível, eterno e iluminado, simbolizado pelo ouro ou o sol. Da mesma maneira a pedra filosofal representa um estado de ser, oculto no interior do ser humano, que, se aflorado, promoveria este processo de transformação espiritual próprio assim como daqueles que estão por perto.

O elixir da vida ou panacéia universal, aquela que é a cura de todos os males, bastante procurado pelos alquimistas, é bastante similar à vida eterna pregada por Jesus Cristo, vida  eterna que está além do mundo material e que é somente alcançada quando somos capazes de morrer em prol do renascimento para um novo estado de consciência. (Atenção Strigois de Plantão: Alguma coisa haver com o Vampyrismo do modo como o conheçemos e o compreendemos?!? hehehe, acho que não...)

Pelo visto anteriormente a alquimia deixou uma mensagem poderosa, valida até, e especialmente, nos dias de hoje, a busca da perfeição...

Em um mundo onde o ser humano comum perdeu o contato com sua parte divina, seu Ser Superior, a alquimia aparece como um chamado para que o ser humano pare de Fazer para começar a Ser... ser aquilo que está oculto dentro dele... ser aquilo que o transforma em divindade caminhando na terra.



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