YARA ~~~ filha das águas ~~~

Carol's posts with tag: amadurecimento

What are tags? You can give your posts a "tag", which is like a keyword. Tags help you find content which has something in common. You can assign as many tags as you wish to each post.
View posts by people in your network with tag amadurecimento
Blog EntryLivre-arbítrio e as concessões...Jul 25, '08 10:00 PM
for everyone
É... não é de hoje que esses dois amantes de famílias rivais vêem me alertar de seus flertes...

Sabe quando há momentos da vida da gente em que fazer concessões significa mesmo a genuína expressão de seu livre-arbítrio?! Pois é... como boa aquariana que sou, podas e cerceaduras são verdadeiros motivos de urticária, ojeriza e repugnância.. já que todas chegam aos meus ouvidos como sinônimo ou de anulação ou de violação do maior valor intríseco a minha intimidade:


A Liberdade!



Durante muito tempo agi de modo a ir contra a correnteza dos meus desejos e dos meus valores em detrimento de uma expectativa coletiva ou de um certo senso esperado... E, ao longo desses anos todos, vi o quanto de mim e de minha personalidade eu negligenciava no trato com as pessoas, por conta disso. Para atender a esse apelo. E ainda fazia isso porque eu achava que "abrir mão" desse ou daquele momento, sentimento ou objetivo poderiam ser renúncias honrosas... que só me afetariam num sentido de adiar um pouco mais o foco. O que era pra hoje e agora, ia sendo deixado pra daqui a pouco, depois, amanhã e amanhã.. e assim... as coisas iam sempre sendo protelada. Pelos outros que nunca demonstravam limites em suas posições e, fundamentalmente por mim, que nunca sabia estabelecê-los nem para fora e nem para dentro de minhas próprias decisões.

Tudo foi indo, de modo imperativo e emergente e eu sempre movida por aquele conceito meio "alardeante" de quem passa uma vida apagando incêndios. Fazendo A 'só mais essa vez', fazendo B 'só porque não tem outro jeito' e, desta forma, eu sempre me acomodava como vítima das circunstâncias. Como a que não tem outra opção...

Hoje, 6 anos presa a esses hábitos contraproducentes, cá estou eu de novo! Reformada, determinada e consciente das minhas próprias questões... porém, não exatamente mudada!

Digo isso porque, de uns meses para cá, foi apresentada ao mundo inexorável das "escolhas" e da autonomia para governar minha vida segunda as minhas próprias posições. E deste então... SIM! Não sou mais aquela mulher que se submete ao estabelecido e nem ditames dos outros. Porém, os meus conceitos e os meus valores de respeito e responsabilidade não mudaram... eles ainda continuam os mesmos e, por conta disso, alguns atos de concessão e poda não mudaram efetivamente dos contextos... Talvez o que tenha mudado sim, tenha sido as minhas motivações. Os reais focos das decisões.

E nesse sentido, hoje, quando deixei de sair ou de cumprir com determinado compromisso que dizia respeito única e exclusivamente a mim por condições adversas de casa e de família... hoje eu faço (quando faço!) por mim... Porque assim EU escolhi. Porque assim os meus valores ficariam mais tranqüilos em prosseguir e eu não me sentiria efetivamente livre e senhora de mim mesma senão tivesse a autoridade única de abdicar dignamente de certas situações - não exatamente prioritárias - sempre que eu achar necessário.

Portanto, assim sendo, resta ainda uma única questão que ainda me preocupa: qual será e como a gente reconhece o fio tênue que separa o aprimoramento moral e os novos conceitos de conduta e comportamento com os tais antigos hábitos contraproducentes e o velho costume da anulação. Que se mantém vivo em nosso íntimo como um gatilho, carregado, sempre a postos, pronto para nos boicotar os sentidos e disfarçar os motivos, só para nos guiar à teimosa mania de nos negligenciar???

Porque hoje, sexta-feira, quase meia-noite, tendo deixado conscientemente de lado um belo compromisso que eu tinha muita vontade pessoal de ter ido para ficar em casa honrando os meus demais compromissos (de mim para comigo mesma)... e ainda, depois de uma semana de planejamentos corrompidos - ora pela falta de uma infra-estrutura decente e necessária de distinção das coisas (no que tange família, trabalho, privacidade etc.), ora por omissão voluntária e assumida, da minha parte, de uma programação mais rígida e endurecida - novamente me percebo aqui... na cozinha de casa... computador remontado na mesa das refeições, pronta para me sujeitar (de novo, por imposição própria) a varar mais uma das muitas noites que eu já virei só para fazer "tudo aquilo" (atenção as aspas, rs) o que não rendeu durante os meus dias... no decorrer da semana. E SIM, reincidente em mais um daqueles velhos hábitos que eu simplesmente adoraria abolir da minha vida!!! Só porque assim eu tenho a paz e a infra que do contrário eu não consigo ter de outro modo (ao menos por enquanto.............)



E, por conta disso, e de toda essa situação de contrários é que me faz vacilar se minhas concessões estão de fato sendo expressão do meu livre-arbírtrio ou se o meu livre-arbítrio é quem tem sido refém dos meus próprios calotes pessoais.

Ehhh... de fato, uma resposta como essa, sincera e profundas a uma percepção ainda tão confusa das coisas, eu ainda não tenho não... mas, ao menos, uma certeza eu tenho: esses dois amantes de famílias rivais só vão sossegar aqui dentro do meu peito quando alguns dos meus sentidos não for mais tão entrelaçado a percepção que ainda tenho do meio e, portanto, conseguir modo de ser seguramente distinto.

Contudo, de qualquer forma, ainda sim, quero ter muito com o que eu me contentar (e por isso, quem sabe me regozijar!): ambos se amam!!! E essa mão-dada do livre-arbítrio com as concessões não são mais sobrepuljadas a um falso moralismo barato, condicionado a este ou aquele quesito. Certo ou errados, os dois caminham apaixonados, lado a lado, nas minhas formas de olhar para o mundo porque sem elas... na minha avaliação... não poderia haver liberdade verdadeira!

VideoComo uma Onda...Jul 9, '08 2:14 AM
for everyone
Assim está minha roda da fortuna!

Tudo gira, tudo roda, tudo muda mais cedo ou mais tarde. E, como sempre aprendi em giras, em mandalas, em Alquimia... tudo o que envolve o círculo, devemos sempre buscar nos livrar da periferia da alma e buscar o nosso centro... o nosso cerne... o nosso ângulo de sustentação!

O tempo não pára, hora em cima, hora embaixo. E ouvindo essa música do Lulu foi mesmo essa idéia de processo da vida, como um sistema de constante transformação, que envolve igualmente a integração e a desintegração, a geração e a degeneração. E assim há de ser tb os resgates do meu destino!!!

"Tudo vai, tudo volta,
eternamente gira a roda do ser...
Tortuoso é o caminho da eternidade".
(Nietzsche)


Import.flv (7.4 MB)

ReviewReviewReviewReviewArtigo: O Luto Simbólico!!!Jul 9, '08 1:54 AM
for everyone
Category:Books
Genre: Other
Author:Dr. Paulo Afonso Butzke
Quando se fala em luto, logo imaginamos a morte de algum ente querido, da pessoa amada. Pensamos, enfim, em morte, em algo definitivo que não temos controle. Com certeza isso é LUTO!

O termo “luto” é mais Imageamplo do que imaginamos. Quando perdemos uma ilusão, quando não conseguimos realizar um objetivo ou quando terminamos um relacionamento, tudo isso é uma perda e com ela vem o LUTO.

Portanto, podemos dizer que o LUTO é o sentimento que está ligado a uma perda, seja ela de que ordem for. Aprendendo a elaborar o luto você vai, conseqüentemente, renunciar à fantasia do ideal.

O luto - uma dor salutar

Diante da dor do luto, pessoas podem se sentir inseguras. Contudo, é importante saber que o luto é o sentimento espontâneo e natural de dor pela perda de algo de valor e importância central para nossa vida. Ainda que, com o tempo, o conceito de valor e importância vá ganhando outros prumos no amadurecer da vida.

Apesar da crise que provoca, deste modo, o luto não é doença e não deve ser confundido com depressão ou melancolia. Na verdade, a reação do luto é inata. Já ao nascer, o ser humano chora, protesta, lamenta. Esta capacidade permanece inalterada até sua morte. Se observarmos nossa vida atentamente, veremos que, desde o início, há despedidas, separações e perdas. A primeira separação e perda é a despedida do ventre materno, lugar protegido e paradisíaco. A última despedida será a própria morte. Curiosamente, estas duas experiências existenciais, a primeira e a última, são experiências de separação, despedida e luto.

Outro fator que, ao longo de nossa vida, constantemente nos remete à perda e à despedida é o tempo, que corre impiedosamente e se esvai sem retornar jamais. Assim, a vida humana caracteriza-se por um constante despedir-se.

O luto e sua expressão emocional não deverem ser negados, reprimidos ou até mesmo sufocada à força. Se a expressão do luto for reprimida, então, é preciso contar com distúrbios psicológicos, emocionais, físicos e sociais. Quando, porém, a expressão do luto é permitida, ela propicia uma despedida sadia e nos torna conscientes que a pessoa falecida não mais estará conosco. A livre expressão do luto, portanto, nos leva à gradual superação da dor e à reorganização da vida.

**************************************

Assim, a Carol vai se apresentando ao seu novo Arcano do Semestre...
ARCANO XVIII - A MORTE: "Deixar o velho, buscar o novo como expressão de sabedoria e prosperidade!"

E, não obstante, toda morte deve vir acompanhada de um Luto... pq graças a ele, as coisas podem ser reorganizadas na vida! Eu estive assim por esses dias...

"Sofrida dor tácita
Imperativo gosto amargo
Expressão de um corpo moído,
Pulsação de um coração pisoteado!
Os músculos já pouco respondem
E a cabeça empoça-se, pesada!
E o estômago embrulha-se, enauseado...
Assim é a fisiologia do luto,
que de noite te apregoa;
mas de manhã lhe abençoa
a poder prosseguir a caminhar"


ReviewReviewReviewReviewReviewOperário em ConstruçãoJul 5, '08 12:08 PM
for everyone
Category:Books
Genre: Literature & Fiction
Author:Vinícius de Morais
Uma poesia que me acompanha desde a adolescência e quem sempre, em tempos em tempos, volta a bater a minha porta, para me prestar um pouco mais esclarecimento sobre o despertar da consciência, o enfrentar da persistência e o renovar dessa "Construção"!!!!!

{Eu sei, gente... é meio grandinho, mas juro! Vale cada palavra... recomendo!!! A primeira vez que eu li eu demorei horas para conseguir terminar o poema - e com o gosto de entrar em contato com o livro, a página e o tátil - porque eu chorava compulsivamente e, em trechos e trechos eu tinha que parar para me recompor... Ora de emoção, ora de desolação, ora de supresa, era de tristeza... Um roda de sensações... hehehe}


Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade

Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente

Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
— Garrafa, prato, facão —
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia

Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo

Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão.
Pois além do que sabia
— Exercer a profissão —
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:

A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.



E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte

Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
— “Convençam-no” do contrário — Disse ele sobre o operário

E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento

Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
— Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro de seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.

E o operário disse: Não!
— Loucura! — Gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
— Mentira! — disse o operário

Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Como o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.


Blog EntryMeu Compromisso Divino!!!Jun 23, '08 10:35 PM
for everyone

Assim chegou o meu inverno... com o calor de um compromisso e, com ele, a base de um verdadeiro sacramento!

[... esse ser ávido e destemido, único, capaz de constituir preceitos como honra e caráter, virtude! Um sentimento vasto e tácito que só quem, alguma vez na vida, já se comprometeu integramente a alguma coisa que lhe era muuuuito sagrado sabe exatamente sobre o que estou falando...]

Eu, particularmente, só aprendi a me lançar no mundo e às pessoas sobre o manto real do compromisso. E, ter a oportunidade de resgatá-lo e reafirmá-lo, de um certo modo, como eu tive neste fds, foi pra mim um gosto tão bom de retorno a origens e familiaridades que não consegui resisti a tentação de aqui registrar. Porque assim foi o jeito que eu aprendi a ser na vida e assim é também a única forma que eu acredito ser possível prosperar...

Portanto, deixo aqui o meu louvor a esta Grande Comunhão!!!

Um tributo que começa como base uma reflexão bastante filosófica: É sabido que, em diversas culturas e mitologias, o solstício de inverno era celebrado como o nacimento da luz, o nascimento da "criança da promessa", que ao crescer traria luz e calor (Ave Apollo!). Com o advento do cristianismo, o nascimento de Jesus passou a ser comemorado na mesma data, como sincretismo ou alusão à questão da criança da promessa.


Logo, o nascimento de qualquer divindade de luz trata-se, em verdade, refere-se a um Simbolismo de Esperança no Futuro!!!... e em nome desse sentimento, associo Apollo ao meu Oxalá Querido, por carregarem em seu bojo a mesma irradiação celestial!!!


"E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança no meu sangue derramado em favor de vós." (Lucas 22:19-20) ---> Passagem que deu origem a tradição da Eucaristia dos Católicos (do grego εὐχαριστία, cujo significado é "reconhecimento", "ação de graças") que, pra mim, nada mais é do que a confirmação de um voto, a renovação de um compromisso!!

Exatamente como senti, domingo, na majestosa companhia de amigos.
E assim irei honrar meu compromisso... para sempre!

Blog EntryAquarianos em JunhoJun 1, '08 10:18 PM
for everyone



Junho 2008

Inúmeras reclamações são dirigidas a você, e mesmo que você reconheça que a maioria não tem fundamento, ainda assim o impacto é grande. [aí céus!! vá...] Este é o momento em que as diferenças se tornam mais destacadas do que as semelhanças, e por isso é difícil as pessoas se entenderem.
[se entendo...] Porém, pense, o lado positivo da tensão é atualizar o valor da harmonia nos relacionamentos. [Será ???]

Essa é uma boa questão... qual será de fato o tal valor da "harmonia" nos relacionamento?? É atender as espectativas das pessoas ou atender com as suas próprias, mesmo que ambas não batam...??? Algo a se pensar...



Blog EntryP.S. A arte imita a vida...May 31, '08 1:03 PM
for everyone
Sexta-feira a noite, final de Lunação com o arcano dos Enamorados....... Sozinha....... naquele friozinho ao mesmo tempo melancólico e inspirador....... numa condição de casa onde eu me limito a entrar pelos fundos e ir direto ao quarto e alí me trancar.......

E ainda, após vivenciar um daqueles momentos bizarros da vida da gente em que vc encara um estranho (quem vc sente uma certa familiaridade, simpatia e até validade por ser um alguém que merece ser conhecido e, quem sabe, apreciado) a te olhar bem fundo dos seus olhos e te fazer aquele tipo de pergunta que coloca, em poucos segundos, sentido todo de sua vida em xeque; assim, em meio a uma mesa de bar e amigos, com uma fragilidade sua (e legítima!) sendo alí dilacerada e exposta entre copos de chopps e as batatas.......

....... não me restou outra alternativa senão entrar na Locadora, na volta do trabalho e alugar o primeiro filme clichêzão barato de comédia romântica para encerrar a coisa com chave de ouro.


Pois é... me surpreendi... pq clichêzão barato ou não, com um traillerzinho completamente compatível a indústria americana de filmes e ainda descobrir que a música, tema de casal romântico da novela das oito (James Blunt - Same Mistake) era tb trilha do filme (justo a tal música que me acompanhou a semana toda no fretado, haja visto que eu não tenho nem iPod e nem MP3 Player, portanto, eu suporto 2h / 2h30 de translado Vila Olímpia ZL de São Paulo, com um walk-man daqueles pequenininhos de camelô, que só pega FM e mesmo assim, só uma ou outra estação)...... no final das contas, foi uma TRADUÇÃO DA MINHA VIDA!!!

E nessa hora, já borbulhando em lágrimas, peguei-me refletindo se a minha vida anda tão clichêzão barata a ponto de ser traduzida por um filminho de massa, de indústria cultural ou sou eu que ando com a sensibilidade a flor da pele para extrair profundidade e essência até de parede.

BOM... de ontem pra hoje, com uma noite de sono no meio... acho que fico com a segunda opção. Pra mim, o filme não é (ASSUMO) o que a Indústria Cultural Norte-Americana Tradicional costuma fazer... pq embora com todos os seus clichêzões baratos (viram que eu gostei da expressão!), ele se propôs discutir coisas serííííííssimas!

No filme, temos o que é a dor da perda do grande amor (na vida, há muitas formas de se perder algo), o drama do abandono em muitos sentidos tb, a coisa da casa que não é uma casa, uma família que não foi exatamente uma família pra protagonista, o desnorteio com o que seria uma atividade profissional e o se descobrir frente a isso, o difícil sentido de ser e estar literalmente sozinha para se enfrentar essas coisas (apesar que, com a pitada da produção hollywoodiana a protagonista conta com todo tipo de ajuda e respaldo, nesse sentido que, de fato, eu nem perco o meu tempo traçando paralelos com a vida real, porque esses pontos são justamente o limite de espaço do que é real e do que é ficção!)....

E pra acabar com as identidades possível e irrestrita a minha situação de vida (sim, porque só com o que falei aí em cima, qualquer expectador poderia se reconhecer alí...) tem as especificidades que, não são equiparadas exatamente a pessoas e/ou momentos da minha história pessoal, mas que efetivamente dialogam com coisas particulares da minha alma, com alusões diretas e temáticas explícitas... tais como um certo amigo e seu amor platônico, sua história de ex e seus dramas, o contato da protagonista com a arte, como uma veia criativa e propulsora de tudo que um dia ele teria que ser um dia, o esteio das amigas e sua relação com sua mãe (do mesmo modo a ausência de uma relação e até da presença física de um personagem de pai) e todas essas coisas que juntas, misturada na sacola catártica que só a arte consegue ter... me fizeram fechar com um alto grau de manifestações o meu Arcano da Lunação.

Enfim... todas questões que eu pretendo melhor desenvolver em todos os setores de posts possíveis (acho que só não o de calendários, rsss) daqui do Multiply para não perder, dessa vez, a chance de aqui registrar esses raros momentos da nossa vida.



E aos meus amigos do Multiply, de antemão, perdão pelas peculiaridades de temas e até o movimento de tantos posts específicos, tratando do mesmo assunto... Farei isso muito menos por uma recomendação fervorosa do filme (pq dele mesmo, acho que só pra mim ele provocou um efeito desse, em integridade e totalidade) e muito mais pela oportunidade de usá-lo como ferramenta para tratar aqui coisas muito minhas.

OK.... vamos lá...

ReviewReviewReviewReviewReviewMinha Odysseia PessoalMay 30, '08 1:41 PM
for everyone
Category:Books
Genre: History
Author:Jaa Torrano
[Roubado da sarah, rsrsss]

"Pesam meus dias os remoinhos de Posídon
vigílias em terras inimigas e os caminhos úmidos.
Paz em Ítaca que ainda não tive
deve ser algo terrível.

Como suportaria a paz pré-tumular em meu lar
banido do convívio com o inimigo
e exilado das regiões que meus olhos jamais viram?

Ainda que a Deusa me desse ambrosia
e vida imortal para eu gozar o seu amor
no umbigo do mar,

que alegria eu teria
se não mais visse
o Dia que até o ver o desconhecia?"

=========================================================
NOOOOOOOOOSSA, isso aqui caiu como uma luva pra mim hoje!

Desde o começo da semana, pesam sobre os meus dias os " remoinhos de Posídon" e, se isso não é uma das formas mais fortes de vivenciar um Deus.... olha, de fato, estamos quase lá!!!

"Vigílias em terras inimigas e os caminhos úmidos.
Paz em Ítaca que ainda não tive"
Engraçado como eu, filha das águas, ainda me espanto e admiro com a maleabilidade que os "caminhos úmidos" são capazes de pregar na gente. Quero dizer... uma coisa é vc pensar nos percalços da sua vida e entendê-los como algo estanque e reto, asfáltico, seco em dados e precisão. Outra coisa é vc achar que seu rumo vai pra um lado e de repente ele se umidesse e aí te leva pra outro.... como hoje que achei que estaria cumprindo o meu último dia de trabalho e, SIMPLESMENTE, "chuveu" na minha horta, a menina que eu estava treinando não vai mais ficar no escritório e nessas, eu ainda fico por aqui.....

(...)

"Como suportaria a paz pré-tumular em meu lar" -----> uma resposta que só sou capaz de dar pq, graças a prática da experiência viva, cá estou eu pra contar, após uma semana de cárcere em casa, com apenas um quarto para estar. E ainda suportar um 'exílio em liberdade' como sendo a maior paz que este momento é capaz de me dar.... Dialética a vida, viu????

"Ainda que a Deusa me desse ambrosia
e vida imortal para eu gozar o seu amor
no umbigo do mar,

que alegria eu teria
se não mais visse
o Dia que até o ver o desconhecia?"
---------------------------------------------------- > De fato, alegria nenhuma teria... por isso, firme e sólida estou aqui, enfrentando a odysseia pessoal dos meus dias, para seu colo profundo e fecundo que só a Minha Deusa pode me dar, seja de fato, a ambrosia e vida imortal de quem mergulha fundo em sua FÉ PERENE, perseverante nos ditames divinos (ainda que nevastos!), para enfim... "eu gozar o seu amor no umbigo do mar!!!"

Odoya!


Blog EntryOração (e Hino) de Súplica ao Povo das ÁguasMay 27, '08 9:22 PM
for everyone
Sagrado tremor que do fundo dos mares vem me engolir. O Oceano se agita e a realeza se personifica para aqui se manifestarem. Poseidon se levantar... Sedendo caminho para Iemanjá passar! Juntos, ao som de núpcias matrimoniais, em minh'alma, eles sapateiam a bailar. Na qualidade de filha das águas, líqüida, até em essência mercúria de ser e flexibilizar, resigno-me sobre os vossos dilúvios que, por agora, vem me inundar. De Tsunami(lar) a mar(tírio), passo a basilar algas de identidade úmida, clorofilada em força e autêntica, que só eu sei germinar... E nos Recifes de Corais que cálidos vem me esfolar, salivo-me as chagas que com pipocas e sal marinho ão de me renovar...





Saravá o Povo das Águas,

salve o Senhor que traz as Mensagens.

Saravá minha Perseverança de Umbanda,
salve minha percepção (nova, mas firme) Helênica de viver



E que assim seja, ontem, hoje e sempre...
o Hino que reclama toda essa estrutura dentro de mim!







"Refletiu a luz divina
com todo seu esplendor
é do reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio, de Aruanda
Para todos iluminar

A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
e a grandeza nos conduz.

Avante filhos de fé,
Como a nossa lei não há,
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !



ReviewEntre débitos e créditosMay 27, '08 2:18 PM
for everyone
Category:Other
Pois é... cá estou eu listando os débitos que tenho comigo mesmo no que tange minha "vida virtual" dentro do Multiply... Há algum tempo, quando descobri essa ferramenta como um poderoso instrumento de registro e vínculo, desse caminho onde permeio minha reforma íntima e minha revolução moral, pessoal, e pq não dizer real; percebi o quanto era importante PRA MIM disciplinar-me, seriamente, com esse "projeto-múltiplo", de oficializar-me em post, fotos, álbuns e vídeos.... tudo o que sou... tudo o que tenho... e toda a Síntese da Multiplicidade que carrego do Mundo, como bem me defini no Orkut.

E tudo isso, não só para balisar o propósito que aqui venho expôr com transparência e dignidade, mas também para ser coerente com a pulsão de dedicação e responsabilidade que habita em mim e em tudo o que eu me comprometo a fazer.

Eu sei que pode estar parecendo confuso a maioria dos olhos que por essas linhas percorrerem mais, como dedico esse pedaço para "resenhas críticas", resolvi escrever aqui minha própria resenha crítica, de como encaro esse movimento todo, o contexto em que ele se insere na minha vida e o que, hoje, posso dar a ele... assim como dele posso esperar no futuro.

O Multiply e as maravilhosas pessoas que por ele tb passaram em mim habitar entraram na minha vida num contexto de REPARAÇÃO muuuuito grande. Não obstante disso, mora aí minha palavra Ariana, nesse ano de Ares e com ele, todas as demandas de Ogum, a quem lhe honro - como padrinho - por em minha coroa estar.

Venho de um ciclo farto em "percalços familiares", de "fardos amorosos / emocionais", desestruturações pessoais, de autonomia e autenticidade que, JURO, se não fosse por meio esteio religioso e espiritual... posso garantir que hoje, cá não estaria mais para dizer essas poucas palavras errantes.

Não se trata aqui de estabelecer mais ou menos peso aos contratempos que a vida e minhas provações teimam em me proporcionar com o que a maioria daqui, eu sei, tb passam... Tão pouco ainda, querer com elas me equiparar ou disputar, numa gangorra de destruição e dor... pq, não! Escombros não tem valor gregário, para serem postos, assim... dessa maneira displicente... sobre uma balança estúpida de compaixão e condecendência... isso não!! A questão aqui é só de registro mesmo... um memorial... um local de ventura e segurança que eu tenha, ao menos, um cantinho onde me escorar.

E como Filha de Santo, Filha das Águas, Filha do Mensageiro (Sim! Hoje tenho coragem no peito para, enfim, dizer) e Senhora de Meus Rumos... encaro meus "pontos baixos" talvez do mesmo modo que riu com os meus "pontos altos"... Não só pelo grupo e vínculo que aqui encontrei, mas pela licença e aval que deles recebi para livre transitar... e, só por esse passaporte de enorme privilégio e estimada honra, é que venho dedicado cada minuto que tenho disponível para a ele (re)doar, retribuir, recompensar, (re)agradecer o que deles ganho a cada momento.

Assim... o projeto Carol Yara nasceu... que deságua minhas idéias, meus sentimentos, minhas ideologias e minhas crenças, para unica e exclusivamente conseguir ser no mundo. E desde então, passei a carregar um caderninho de bolso, para registro de todos os temas e todos os tópicos que em mim, sinto a necessidade de discutir e "oficilizar" / publicar para que, apartir disso aqui... a coisa ganhe cada vez mais "ares de verdade".

E num balanço rápido e comedido... acho até que carolinei! rs. Dei pro gasto exatamente naquilo que eu sei fazer... e acho até que me reencontrei numa porrada de coisas (desculpe a expressão). Assim, hoje, em meio a um dilúvio enoooooooorme que, certamente culminará na minha próxima lunação (não estranhem se virem carol saindo de Torre, de Morte e por aí vai...), passo para dizer que SIM! Sei exatamente do que ainda precisaria registrar aqui... as páginas que alí eu gostaria de estar e até os assuntos que eu deveria abordar (de Santa Sara Kali até temas de ordem estrutural, como médium, trabalhadora, estudiosa e "maga" das minhas próprias percepções devotivas, sacras e espirituais.

Contudo, por hora não vou... limito-me a deixar aqui essas poucas palavras rotas e confusas para que os meus possam, de alguma forma, entender e partilhar desse momento de decisão que eu devo, a partir de agora, me concentrar. É claro que por aqui ainda vou passar (assim eu preciso, antes de mais nada) mas, por hora, o que eu precisava dizer é que, tenham agora em mim o olhar íntimo de quem, desnuda, se apresenta na frente do espelho dos olhos de quem por aqui me ler e, em sussuros, apenas diz:

_ Prazer!


"Sou como você me vê,
Posso ser leve como uma brisa,
ou forte como uma ventania,
depende de quando e como você me vê passar!"

(Clarice Lispector)


Blog EntryCrescimento é mudançaMay 26, '08 8:36 AM
for everyone
Segunda-feira, 26 de Maio de 2008.

Mas uma semana começa e, após um feriado denso e cheio de tantas atividades, efetivamente agora posso dizer.... estou em rítmo de mudança! E se, como o próprio nome do post diz, toda mudança pressupõe crescimento, de uma forma ou de outra; o meu veio em meio a energia de manifestação do meu Arcano Menor: Às de ouros, com seu Simbolismo da Solidez!

Fuçando sobre o tema na net, achei uma história muito interessante que ilustra bem o que estou passando por dentro:


"Não são muitas as pessoas que já leram o próprio obituário. Alfred Nobel leu. Nobel estava doente já há algum tempo e alguém anunciou falsamente que ele tinha morrido. Imagine sua surpresa quando abriu o jornal de manhã e viu sua morte noticiada!

Ao ler os curtos parágrafos que resumiam sua vida e obra, ficou incomodado ao ver que era mencionado apenas como o homem que inventara a dinamite. A nota descrevia toda a destruição que a invenção causara. Nobel deplorou a idéia de ser lembrado como criador de algo que fora usado para destruir tantas vidas.

Depois de ler o seu obituário, Nobel decidiu mudar sua vida. Dedicou sua vida a um novo ideal: a busca da paz. Hoje, lembramos de Alfred Nobel, não como o inventor da dinamite, mas como o fundador do Prêmio Nobel da Paz.

A história de Nobel ilustra uma verdade importante: nunca é tarde demais para mudar o rumo de sua vida. Se não mudamos, não crescemos. Se não crescemos, não estamos realmente vivendo".

Não posso negar que, neste processo, o que mais me incomoda é sentir o quanto de perda temporária da segurança que crescimento exige... Seja por um "pseudo abandono de um padrão familiar", limitador, seja pelo meu "emprego seguro mas não gratificante", até os valores que ando reformulando, revendo o que não serve mais...

Como Dostoievsky afirmou: “Dar um novo passo e divulgar algo totalmente novo são as coisas que as pessoas mais temem"... e acho que ele tem razão!

PORÉM, olhando para essa história do Nobel, e olhando pra minha própria vida, penso: não consigo imaginar coisa pior do que viver uma vida estagnada, destituída de mudança e de progresso. A maioria das pessoas lutam contra as mudanças, especialmente se elas nos afetam pessoalmente. Mas eu não!!! Como toda boa água, sou maleável, apesar do desconforto inicial, tendo a me acomodar muito bem as mudanças.

A grande ironia da coisa é que a mudança em si, muitas vezes, vejo-a como algo inevitável. Todos têm de lidar com ela um dia. Por outro lado, o crescimento é opcional. E eu, prefiro o desenvolvimento de todo o meu potencial. Eis o que posso dizer que o Arcano do Desejo (Os Enamorados) da minha lunação trouxe pra mim... A escolha pelo crescimento, já que a mudança me é imposta, rsss. (Lembram que Hermes ameaça Páris caso ele opte em não tomar partido nenhum no fatídico Concurso de Beleza... e, pra mim, Hermes falou... tá falando!!! hahahaha, os mais chegados sabem pq, heheh)

Agora... que eu me pergunto, "o que será dito no meu in memoriam?", é que me sinto, finalmente, preparada para começar a registrar o meu, no Book of Mine, do grupo de criatividade. Se Alfred Nobel leu o seu próprio e mudou o dele... por que eu não posso começar AGORA a concretizar algumas mudanças no meu.... ;-)



Blog EntrySimbolismo da SolidezMay 26, '08 8:06 AM
for everyone
SIM! Estou ficando minhas raízes no fundo do mar... E se há alguém a quem posso atribuir esse movimento vasto e profundo... esse alguém é Poseidon:

"Poseidon era filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus e de Hades. Na partilha do universo ele teve por lote as águas, ficando-lhe subordinados todos os deuses primitivos. Muitas vêzes Poseidon se mostra irado e sua cólera não se manifesta somente no mar; não só ele envia à terra monstros temerosos, arrancados às profundezas do mar, como, munido do tridente, seu atributo consagrado, agita a terra, levantando e arrancando enormes rochedos.

Outras vêzes, porém, com nobre serenidade ele faz com que as águas tempestuosas voltem ao seu leito, com que os ventos desencadeados regressem para o seu abrigo na caverna de Eólo, restabelece, em suma, a ordem no seu vasto império".

Assim, o senhor dos ocenos veio m presentear... tendo em suas mãos um enorme pentáculo de ouros prestes a se manifestar...



Quem estuda Tarot sabe que Ouros é um naipe que representa o elemento Terra: a matéria, o que é concreto, sólido, tangível e físico. Por essa razão existem alguns rótulos ligados ao naipe (e também ao elemento) que não são verdadeiros, tais como a idéia de que esse elemento não muda, não pensa, não sente, não percebe, dentre outros.

E o que ficou de mais forte nesses 4 dias de feriado foi a forma como isso se manifesta em ouros... como se trata de um elemento de materialização das características que, a apartir dessa energia, tornam-se mais palpáveis e sólidas. Isso significa que, um sentimento representado por ouros trata-se de algo firme, perceptível, claro, objetivo e prático (sem muita emotividade, mas nem por isso ausente de qualidade!). Um planejamento caracterizado em ouros apresenta detalhes bem estruturados e diretos, sem muita ilusão ou imaginação. O mesmo ocorre com temas espirituais que sejam representados por ouros, eles se tornam bem nítidos e pouco idealizadores. Tudo isso porque ouros acrescenta a praticidade em tudo o que faz, afinal, deve ser a materialização das coisas.

Assim, pude celebrar com ardor e dedicação o dia Santa Sarah, com festa, trabalho e alegria (afinal, organizar uma festa antes de ser ótimo é, sobretudo, exaustivo!)... Ao mesmo tempo que desempenhava uma tarefa por mim assumida... mudança de espaços físicos dentro da minha casa... Encarei a coisa da mudança como o sentimento de galgar mesmo a terra do fundo do mar... na esperança de, quem sabe, achar minha Atlântida e alí me enraizar!!!!!

Blog EntryAinda sobre desejos.....May 15, '08 12:18 AM
for everyone
Arcano 6 - Os Enamorados

       Representam  o  momento de decisão de dois caminhos,  a necessidade de enfrentar provas, o desejo ardente, a curiosidade  e os  sentimentos  profundos.  É o arcano  das artes e  da beleza.  O número 6  da carta dos enamorados  resulta  tb de  dois triângulos,  um vértice apontado para cima e outro com o vértice apontado para baixo (A conhecida estrela de Davi, ou de 6 pontas). Já os amantes representam os dois mundos; o espiritual e o terreno, havendo necessidade da concretização de ambos.

       Esta carta simboliza o DESEJO. O homem e a mulher entregam-se à paixão, à procura. Existe a necessidade de longas conversas horas a fio. Têm lugar o respeito, os longos diálogos e os planos para o futuro.  A paixão dos amantes é apenas  uma centelha  inicial.  O amor das almas gêmeas já nasce adulto, independente da idade. Jovem ou velha, não importa. Sempre é tempo de amar.

       É como estar em meio  a um processo  evolutivo necessário,  de alma e corpo (talvez por isso o meu 4 de Espado - trégua e isolamento). Essa sensação de estar   "com fome  de  amor"   pode  mostrar  egoísmo  de  personalidade,  mas no fundo reflete o grande desafio da vida: o dilema que, não diz respeito necessariamente, apenas à escolha dentre duas pessoas, mas também de valores e do tipo de pessoa que queremos nos tornar.
  
       Nossa  alma  é  representada  pelos  alquimistas  como sendo  o  Graal,  a  taça  que  José de Arimatéia tinha em mãos durante a crucificação, em que recebeu o sangue de Cristo. Há quem diga que o Graal  seja uma esmeralda,  e todos sabem que  esta  pedra tem a forma  de  um hexágono. Dizem que  quem encontrar o  Graal  terá todas  as recompensas universais, além de conseguir também o elixir da juventude. Ele é um símbolo, um mito, um dos mais importantes da humanidade.

       O Graal  é  a  alma  e o  coração de todos,  igualmente  sedentos  por  alegrias  e  satisfações, desejosos de verdade e felicidade.


Blog EntryUm amaranhado de idéias atrasadasMay 15, '08 12:06 AM
for everyone
Terça-feira, 13 de Maio de 2008...

São 120 anos de "Abolição da Escravatura", a partir da tal "Lei Áurea" e, ainda assim, somos o último país a fazer a abolição da escravatura. Refeltindo sobre temas tão contundentes como Liberdade, Escolha, Princípio e Condição... peguei-me pensando em como é natural a demora sempre após uma mudança brusca, para que sejam feitas todas as mudanças necessárias... OK! Só que, no Brasil (e por extensão, em nós) eis aí um problema: ate hoje não acabou (e, em nós, é mais difícil ainda de acabar).

Não quero aqui parecer radical a sair culpando apenas o Brasil, para a questão do Negro no Brasil, como se aqui o processo evolutivo do homem tivesse começado uma escala de retrocesso. Isto e um problema de vários países subdesenvolvidos atuais. E nem vou fazer uma condenação repressora de como o debate latente entre livre-arbítrio e condições reais de escolhas são questões alijadas, muitas vezes, de nossas avaliações morais; porque aí sim eu estaria sendo hipócrita (SIM! Já deu para perceber que este post vai balançar entre aspectos político-sociais e psíquicos-pessoais)

Nossa economia, nosso governo, nossa realidade... Esses são alguns dos bons motivos para que a escravidão atual ainda exista por aqui. Somos um pais ricamente agrário, o que já fornece um excelente painel para que a escravidão seja utilizada. Além disso, o nosso pais é um dos maiores do mundo em extensão territorial, o que facilita a ilegalidade do ato e dificulta a fiscalização efetiva. E eis aí, em quesito como trabalho, meios de produção (terras) e condição de subsistência (pobreza) é que a coisa parece ganhar forma.

Nossa poder aquisitivo, advindo de um meio onde a sustentação financeira vira sinônimo de liberdade (não falo em quem esbanja, mas em que consegue optar efetivamente por um rumo na vida, não tendo que ter este como um dos critérios de maior peso real); Uma sociedade onde, espertamente, nos doma frente aos seus preceitos imperativos: "_ Sua brasileiro e não desisto jamais!", "_ Quem acredita, sempre alcança!", "_ Com trabalho e dedicação, todos podem vencer na vida" e mais um monte de baboseiras mercadológicas que parecem sempre nos exigir, nos cobrar... Idade para estabilidade, Competências para oportunidades e mais e mais Atributos para atender todas as necessidades... E uma realidade cada vez mais cruel e desumano no trato com as pessoas, de fato, parecem ser mesmo "alguns bons motivos para que a escravidão (moral e pessoal) ainda exista por aqui."

E aqui, devo dizer que a reflexão veio assim, toda emaranhada, porque não consegui ficar indiferente a este artigo, sobre a atualdiade da escravidão no Brasil e no Mundo, e as reflexões inerentes ao meu Arcano VI, que fala sobre uma oportunidade de escolha. E aí, quando lembro de Páris, em meio ao Concurso de Beleza, tendo que escolher entre Atenas, Hera e Afrodites, ambas, esforçaram-se para influenciar sua decisão com um suborno... [Hera ofereceu-lhe poder sobre os reinos da Ásia, Atenas prometeu-lhe vitória em todas as batalhas e Afrodite ofereceu-lhe a mulher mais bonita do mundo] e Assim, sem hesitação, Páris decide por Afrodite, a Deusa que lhe aparece Seminua, em frente a um jovem garoto em plena puberdade e ainda, o amor de uma bela moprta... é que me pergunto: TEVE PÁRIS, REALMENTE A OPORTUNIDADE DE ESCOLHA?


Teve, os negros, uma chance real de ser livres?
Temos a gente, a oportunidade de escolhermos quando somos dotados de padrões morais e códigos éticos de conduta??

De novo, recaio sobre Satre, que diz: E agora, tendo provado do conhecimento do bem e do mal, enfrentamos, para todo o sempre, a responsabilidade da escolha moral. Já não somos capazes, como crianças obedientes, a permanecer seguramente dentro dos limites de um código superposto de ética. Estamos segundo Sartre, “condenados a ser livres”. Sem liberdade para escolher, não pode haver moral verdadeira. Enquanto a nossa obediência a um código moral for automática, não seremos livres. Enquanto nos recusarmos a virar-nos e a enfrentar nossos próprios diabos interiores – seja qual for a forma que possam assumir – não sermos humanos.



ReviewReviewConto: Hermes e o escultorMay 14, '08 11:04 PM
for everyone
Category:Books
Genre: Literature & Fiction
Author:João Luís Almeida Machado*
Um texto para se pensar sobre:
O NOSSO LUGAR NO MUNDO

Certa vez, Hermes quis saber qual o grau de estima que os homens lhe devotavam. Tomou a aparência de um mortal e foi ao ateliê de um escultor. Ao ver uma estátua de Zeus, perguntou:

- Quanto custa?
- Um dracma – respondeu o artesão

Hermes então sorriu e continuou a conversa:

- E aquela, de Hera?
- É mais cara.

Hermes avistou ao fundo sua própria estátua. Achava que por ser conhecido pelos homens como Deus do Comércio e Mensageiro dos Deuses, teria um preço mais alto do que o dos demais imortais que habitavam o Monte Olimpo. E então perguntou:

- E a estátua de Hermes, quanto custa?
- Se você comprar as outras duas pode levar a de Hermes de graça...

MORAL "besta" DA HISTÓRIA: Quem se acha mais importante que os outros acaba valendo menos do que espera.

E continua o autor.......... Apesar de ser um dos deuses do Olimpo grego, Hermes se parece muito com os seres humanos, reles mortais. Como tantas e tantas pessoas mundo afora, o mensageiro dos deuses se deixou levar pela soberba e se iludiu com a vaidade. Humildade não é adjetivo que possa ser encontrado nessa breve fábula que nos foi trazida graças ao gênio inventivo de um dos grandes contadores de história da humanidade, o fantástico Esopo.

Mas o que significa ser humilde? Não são poucas as pessoas que confundem essa qualidade essencial aos homens com a subserviência. Não, não estamos falando de pessoas que baixam as cabeças e abrem mão de sua altivez. Afinal de contas podemos ser humildes e manter a nossa cabeça erguida a despeito de nossas atitudes modestas e simples.

Humildade também não é sinônimo de fraqueza como tantos apregoam. O humilde é, sim, forte porque mantém sempre uma posição de respeito em relação aos demais sem abdicar de um tratamento igual como retorno por esse seu posicionamento justo e equilibrado.

A fala tranqüila e ponderada, com os olhos nos olhos dos interlocutores, sem a necessidade de alterar o tom de voz (para cima ou para baixo), utilizando palavras que denotem boa educação e apresentando idéias com base em argumentos seguros e sólidos são características inerentes às pessoas sensatas e que sabem qual é o seu lugar no mundo.

Quem pode duvidar disso tendo em vista exemplos como os de Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Dalai Lama ou São Francisco de Assis. Suas imagens e realizações são cultuadas até os dias de hoje mesmo não tendo sido esse o objetivo de suas existências.

Hermes, por outro lado, tão ávido estava por reconhecimento que hoje jaz praticamente esquecido nessa Terra...


*Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando pela PUC-SP no programa Educação:Currículo; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP; Professor universitário e Pesquisador atuando no Centro Universitário Senac em Campos do Jordão


Blog EntryA NECESSIDADE DA ARTEMay 9, '08 9:14 AM
for everyone
Sexta-feira, último dia de expediente chato, burocrático, desestimulante e até involutivo, da semana... comecei o meu dia procurando um "tema novo" para o meu MSN, de foto e nick de exibição. Vasculhando o banco de imagens do Google, "por esses acasos do destino" (hehehe) topei de cara com um artigo que deve ser um tema chaaaave pra mim, não apenas na conjectura atual, com em muitos momentos de minha vida, de muitas formas, e poderia ainda acrescentar de largo expectro... rsss.

Pra somar, o papo matinal com um doce "Filhotinho de Lua" vem pra coroar a questão da Educação Artística e, por extensão, todo o papel da Arte sobre seu aspecto mais social. Um artigo muito latente nas minhas questões, e mais efervescente ainda, em minh'alma e em meu coração (a começar pelo verbo do título e o quão expressivo ele é).


"A arte pode levar o homem de um estado de fragmentação a um estado de ser íntegro, total. A arte capacita o homem para compreender a realidade e o ajuda não só a suportá-la, como a transformá-la, aumentando-lhe a determinação de torna-la mais humana e mais hospitaleira para a humanidade. A arte, ela própria, é uma realidade social. A sociedade precisa do artista, este supremo feiticeiro, e tem o direito de pedir-lhe que ele seja consciente de sua função social."

Por: Ernst Fischer

Link: http://www.stregoneriabr.com/

Pôxa... esse ficou mais difícil ainda de comentar de uma forma personalizada... Mas vou tentar... :D

Já há tempo eu queria postar esse link aqui.... mas faltava-me coragem, para poder fazer isso de um modo singelo mesmo (facilita pra acessar de qq micro) mas, sobretudo honesto, sem pedantismos ou oportunismos baratos, rsss.

Uma porque graças ao Multiply e uma Maravilhosa Amiga em comum, eu pude conhecer, admirar, gostar e hoje, cada vez mais, amar ESSA mulher, amiga, streghe e preciosa expressão genuína de devoção aos Deuses... a quem tb tenho o prazer, sobretudo a honra, de partilhar um pouco dos meus dias.

Duas porque a manutenção desse site, mesmo às altas horas da noite, com seu login verdinho, com asas de borboleta no googletalh, denominado "Filha de Apolo", como muitas vezes eu vejo, é feito com tamanha atenção e cuidado, que as vezes, juro que chego a perceber do outro lado da 'linha virtual'.

Tb para mim, o conteúdo e a oportunidade de acesso a esses conhecimentos, de modo sistematizado, que eu só tive a chance de visitar e a sentir, aos 11 anos de idade, em visita a Itália... é mais do que um terno encontro. É retorno com a companhia, de modo assistido e monitorado. E como é bom nos embrenhar ao (re)novo com a tranqüilidade de estarmos seguro, diante a áreas devidamente revisadas e supervisionadas... principalmente em se tratando de um ambiente como o virtual.

Com toda certeza, tem sido a clorofila da seiva elaborada que alimenta o meu coração esfomeado por esse contato com magia, sinergia e emoção... que tanto preciso para sobreviver.

Assim, faço deste link OUTRO agradecimento simples e muito sincero, por todos os propósitos nobres, virtuosos que compartilho com VOCÊ, minha girassolzinha. Obrigada! :D

LinkTribos de GaiaMay 7, '08 1:28 PM
for everyone
Link: http://www.tribosdegaia.com.br/

Onde encontro diariamente (o acervo é longo, rs) fonte de informação, conhecimento, luz, orientação e boa reflexão, de qualidade e prosperidade. Recomendo!

" A Idéia do site Tribos de Gaia é unir várias correntes do Neopaganismo brasileiro com o único objetivo de preservar a diversidade e garantir a liberdade de expressão dos nossos convidados, sendo um espaço para que as tribos e correntes possam expor suas crenças, formando um painel do pensamento neopagão brasileiro."

Blog Entry O Arcano da Iniciação (1as. Considerações)May 6, '08 11:43 PM
for everyone
Os Enamorados, ou a Lâmina das Escolhas, trata-se - por excelência - de um processo de amadurecimento. A escolha surge como processo, muitas vezes doloroso, em que precisamos abrir mão de alguma (s) coisa (s) para escolhermos outra. E, muitas vezes é desse impasse que forjamos aquilo que queremos ser, efetivamente, em nossas vidas!!! O aprendizado está em não mais olhar para trás depois que a decisão for tomada. O que parece simples na teoria, bem sabemos, não é simples na prática.

----- Libertar-se do jugo materno e assumir uma nova família com a esposa é o processo de maturidade mais desafiador que o homem enfrenta ao entrar na vida adulta. A mãe é o símbolo de tudo que ele mais deseja e ama (freudianamente falando...rs) e, no entanto, ele precisa abrir mão dela para poder estabelecer uma relação com a "mulher real", aquela que deve deixar de ser a projeção da mãe para ser a sua parceira, aquela que vai ajudá-lo a se conhecer melhor, através do processo de espelhamento que acontece entre um casal.

----- Simbolicamente, estamos falando também de deixar para trás o passado, abraçando o presente de forma desapegada. Estamos assumindo novas posturas e compromissos de forma corajosa e decidida. Estamos nos libertando de antigos conceitos, imagens e condicionamentos.

Significados simbólicos
  • Sentimento. Livre arbítrio. Maioridade. Prova. Escolha.
  • Encadeamento, enredo, abraço, luta, antagonismo, combinação, equilíbrio.
  • Matrimônio, ligação, união.
  • Integração de ambos os sexos ao poder gerador do universo.

Interpretações usuais na cartomancia

  • Decisão voluntária, eleição. Votos, aspirações, desejos. Exame, deliberações, responsabilidades. Afetos.
  • Mental: Amor pelas belas formas e pelas artes plásticas (Viva o ATC e o Grupo de Criatividade, hehehehe)
  • Emocional: Dedicação e sacrifícios (como de praxe)
  • Físico: Os desejos, o amor, o sacrifício pela pátria ou pelos ideais sociais, assim como todos os sentimentos manifestados fortemente no plano físico.

Sentido negativo: (para me preparar!)

Ruptura, separação, corte, desordem. Divórcio. Prova a ser suportada. Dúvida, falta de resolução. Tentação perigosa, risco de ser seduzido.

Outros detalhes:
Elemento: água (hahahahaha). Planeta: Vênus.

Signo: touro, gêmeos. Divindade: Crianças, Cosme e Damião
Ou, a escolha de Hércules. The Lovers. Dia: sábado.
Vela: sete velas individuais. Santo católico: São Bartolomeu.

Uma viagem que sai.............



                                                     ................ e vai para:


Blog EntryLouvado seja...May 5, '08 8:16 AM
for everyone
Nessa manhã de segunda-feira, äs 6h15 mais ou menos, cá estava eu, parada na esquina de casa, aguardando o meu fretado passar e, junto comigo, um novo dia despontava no horizonte. Depois de um domingo tão intenso, marcante, emocionante como o de ontem, onde pude selar com maestria "mais um rito de passagem"na minha vida (o pezinho que me liga a Baco e minha extrema facilidade metamorfoseante de nascer e renascer, naturalmente)... o desejo de consagrar esse momento com uma prece foi tão instantaneamente impulsivo e indiscutível que, mesmo em alto e bom som para qualquer um que ali passasse, proferi minha oração quase como um Cântico ao Sagrado.

E esse cântico era mais ou menos assim:


"Louvado seja a Manhã, por esses ares de alvorada que desponta e envolve meu ser a mais um dia de jornada.

Louvado seja o meu Deus, fonte eterna dos meus dias e que me inspira o desejo inquebrantável em ser uma pessoa melhor.

Louvado seja essa que percorre todo o meu corpo e engrossa o sangue que me faz viva.

Louvado seja o Trabalho, essa lavoura nossa de cada dia que prepara o santo ofício de se forjar.

Louvado seja os Sonhos, esse estrada mágica de brilho farto de onde sai o impulso de sempre partir e para onde vai o orgulho de sempre seguir, irremediavelmente.

Louvado seja, assim, a Vida, essa oportunidade única, filha, de sermos tudo o que somos, de termos tudo o que temos e de fazermos tudo que o que podemos para torná-la muito, mas muuuito mais bonita!

Assim foi, assim é se assim seja para todo sempre!"

Pages:12
© 2008 Multiply, Inc.    About · Blog · Terms · Privacy · Corp Info · Contact Us · Help