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E ainda, após vivenciar um daqueles momentos bizarros da vida da gente em que vc encara um estranho (quem vc sente uma certa familiaridade, simpatia e até validade por ser um alguém que merece ser conhecido e, quem sabe, apreciado) a te olhar bem fundo dos seus olhos e te fazer aquele tipo de pergunta que coloca, em poucos segundos, sentido todo de sua vida em xeque; assim, em meio a uma mesa de bar e amigos, com uma fragilidade sua (e legítima!) sendo alí dilacerada e exposta entre copos de chopps e as batatas....... ....... não me restou outra alternativa senão entrar na Locadora, na volta do trabalho e alugar o primeiro filme clichêzão barato de comédia romântica para encerrar a coisa com chave de ouro. ![]() Pois é... me surpreendi... pq clichêzão barato ou não, com um traillerzinho completamente compatível a indústria americana de filmes e ainda descobrir que a música, tema de casal romântico da novela das oito (James Blunt - Same Mistake) era tb trilha do filme (justo a tal música que me acompanhou a semana toda no fretado, haja visto que eu não tenho nem iPod e nem MP3 Player, portanto, eu suporto 2h / 2h30 de translado Vila Olímpia ZL de São Paulo, com um walk-man daqueles pequenininhos de camelô, que só pega FM e mesmo assim, só uma ou outra estação)...... no final das contas, foi uma TRADUÇÃO DA MINHA VIDA!!! E nessa hora, já borbulhando em lágrimas, peguei-me refletindo se a minha vida anda tão clichêzão barata a ponto de ser traduzida por um filminho de massa, de indústria cultural ou sou eu que ando com a sensibilidade a flor da pele para extrair profundidade e essência até de parede.BOM... de ontem pra hoje, com uma noite de sono no meio... acho que fico com a segunda opção. Pra mim, o filme não é (ASSUMO) o que a Indústria Cultural Norte-Americana Tradicional costuma fazer... pq embora com todos os seus clichêzões baratos (viram que eu gostei da expressão!), ele se propôs discutir coisas serííííííssimas! No filme, temos o que é a dor da perda do grande amor (na vida, há muitas formas de se perder algo), o drama do abandono em muitos sentidos tb, a coisa da casa que não é uma casa, uma família que não foi exatamente uma família pra protagonista, o desnorteio com o que seria uma atividade profissional e o se descobrir frente a isso, o difícil sentido de ser e estar literalmente sozinha para se enfrentar essas coisas (apesar que, com a pitada da produção hollywoodiana a protagonista conta com todo tipo de ajuda e respaldo, nesse sentido que, de fato, eu nem perco o meu tempo traçando paralelos com a vida real, porque esses pontos são justamente o limite de espaço do que é real e do que é ficção!)....E pra acabar com as identidades possível e irrestrita a minha situação de vida (sim, porque só com o que falei aí em cima, qualquer expectador poderia se reconhecer alí...) tem as especificidades que, não são equiparadas exatamente a pessoas e/ou momentos da minha história pessoal, mas que efetivamente dialogam com coisas particulares da minha alma, com alusões diretas e temáticas explícitas... tais como um certo amigo e seu amor platônico, sua história de ex e seus dramas, o contato da protagonista com a arte, como uma veia criativa e propulsora de tudo que um dia ele teria que ser um dia, o esteio das amigas e sua relação com sua mãe (do mesmo modo a ausência de uma relação e até da presença física de um personagem de pai) e todas essas coisas que juntas, misturada na sacola catártica que só a arte consegue ter... me fizeram fechar com um alto grau de manifestações o meu Arcano da Lunação. Enfim... todas questões que eu pretendo melhor desenvolver em todos os setores de posts possíveis (acho que só não o de calendários, rsss) daqui do Multiply para não perder, dessa vez, a chance de aqui registrar esses raros momentos da nossa vida. ![]() E aos meus amigos do Multiply, de antemão, perdão pelas peculiaridades de temas e até o movimento de tantos posts específicos, tratando do mesmo assunto... Farei isso muito menos por uma recomendação fervorosa do filme (pq dele mesmo, acho que só pra mim ele provocou um efeito desse, em integridade e totalidade) e muito mais pela oportunidade de usá-lo como ferramenta para tratar aqui coisas muito minhas. OK.... vamos lá...
Sagrado tremor que do fundo dos mares vem me engolir. O Oceano se agita e a realeza se personifica para aqui se manifestarem. Poseidon se levantar... Sedendo caminho para Iemanjá passar! Juntos, ao som de núpcias matrimoniais, em minh'alma, eles sapateiam a bailar. Na qualidade de filha das águas, líqüida, até em essência mercúria de ser e flexibilizar, resigno-me sobre os vossos dilúvios que, por agora, vem me inundar. De Tsunami(lar) a mar(tírio), passo a basilar algas de identidade úmida, clorofilada em força e autêntica, que só eu sei germinar... E nos Recifes de Corais que cálidos vem me esfolar, salivo-me as chagas que com pipocas e sal marinho ão de me renovar...![]() Saravá o Povo das Águas, salve o Senhor que traz as Mensagens. Saravá minha Perseverança de Umbanda, salve minha percepção (nova, mas firme) Helênica de viver E que assim seja, ontem, hoje e sempre... o Hino que reclama toda essa estrutura dentro de mim! "Refletiu a luz divina com todo seu esplendor é do reino de Oxalá Onde há paz e amor Luz que refletiu na terra Luz que refletiu no mar Luz que veio, de Aruanda Para todos iluminar A Umbanda é paz e amor É um mundo cheio de luz É a força que nos dá vida e a grandeza nos conduz. Avante filhos de fé, Como a nossa lei não há, Levando ao mundo inteiro A Bandeira de Oxalá ! Levando ao mundo inteiro A Bandeira de Oxalá !
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Pois é... cá estou eu listando os débitos que tenho comigo mesmo no que tange minha "vida virtual" dentro do Multiply... Há algum tempo, quando descobri essa ferramenta como um poderoso instrumento de registro e vínculo, desse caminho onde permeio minha reforma íntima e minha revolução moral, pessoal, e pq não dizer real; percebi o quanto era importante PRA MIM disciplinar-me, seriamente, com esse "projeto-múltiplo", de oficializar-me em post, fotos, álbuns e vídeos.... tudo o que sou... tudo o que tenho... e toda a Síntese da Multiplicidade que carrego do Mundo, como bem me defini no Orkut. E tudo isso, não só para balisar o propósito que aqui venho expôr com transparência e dignidade, mas também para ser coerente com a pulsão de dedicação e responsabilidade que habita em mim e em tudo o que eu me comprometo a fazer. Eu sei que pode estar parecendo confuso a maioria dos olhos que por essas linhas percorrerem mais, como dedico esse pedaço para "resenhas críticas", resolvi escrever aqui minha própria resenha crítica, de como encaro esse movimento todo, o contexto em que ele se insere na minha vida e o que, hoje, posso dar a ele... assim como dele posso esperar no futuro. O Multiply e as maravilhosas pessoas que por ele tb passaram em mim habitar entraram na minha vida num contexto de REPARAÇÃO muuuuito grande. Não obstante disso, mora aí minha palavra Ariana, nesse ano de Ares e com ele, todas as demandas de Ogum, a quem lhe honro - como padrinho - por em minha coroa estar. Venho de um ciclo farto em "percalços familiares", de "fardos amorosos / emocionais", desestruturações pessoais, de autonomia e autenticidade que, JURO, se não fosse por meio esteio religioso e espiritual... posso garantir que hoje, cá não estaria mais para dizer essas poucas palavras errantes. Não se trata aqui de estabelecer mais ou menos peso aos contratempos que a vida e minhas provações teimam em me proporcionar com o que a maioria daqui, eu sei, tb passam... Tão pouco ainda, querer com elas me equiparar ou disputar, numa gangorra de destruição e dor... pq, não! Escombros não tem valor gregário, para serem postos, assim... dessa maneira displicente... sobre uma balança estúpida de compaixão e condecendência... isso não!! A questão aqui é só de registro mesmo... um memorial... um local de ventura e segurança que eu tenha, ao menos, um cantinho onde me escorar. E como Filha de Santo, Filha das Águas, Filha do Mensageiro (Sim! Hoje tenho coragem no peito para, enfim, dizer) e Senhora de Meus Rumos... encaro meus "pontos baixos" talvez do mesmo modo que riu com os meus "pontos altos"... Não só pelo grupo e vínculo que aqui encontrei, mas pela licença e aval que deles recebi para livre transitar... e, só por esse passaporte de enorme privilégio e estimada honra, é que venho dedicado cada minuto que tenho disponível para a ele (re)doar, retribuir, recompensar, (re)agradecer o que deles ganho a cada momento. Assim... o projeto Carol Yara nasceu... que deságua minhas idéias, meus sentimentos, minhas ideologias e minhas crenças, para unica e exclusivamente conseguir ser no mundo. E desde então, passei a carregar um caderninho de bolso, para registro de todos os temas e todos os tópicos que em mim, sinto a necessidade de discutir e "oficilizar" / publicar para que, apartir disso aqui... a coisa ganhe cada vez mais "ares de verdade". E num balanço rápido e comedido... acho até que carolinei! rs. Dei pro gasto exatamente naquilo que eu sei fazer... e acho até que me reencontrei numa porrada de coisas (desculpe a expressão). Assim, hoje, em meio a um dilúvio enoooooooorme que, certamente culminará na minha próxima lunação (não estranhem se virem carol saindo de Torre, de Morte e por aí vai...), passo para dizer que SIM! Sei exatamente do que ainda precisaria registrar aqui... as páginas que alí eu gostaria de estar e até os assuntos que eu deveria abordar (de Santa Sara Kali até temas de ordem estrutural, como médium, trabalhadora, estudiosa e "maga" das minhas próprias percepções devotivas, sacras e espirituais. Contudo, por hora não vou... limito-me a deixar aqui essas poucas palavras rotas e confusas para que os meus possam, de alguma forma, entender e partilhar desse momento de decisão que eu devo, a partir de agora, me concentrar. É claro que por aqui ainda vou passar (assim eu preciso, antes de mais nada) mas, por hora, o que eu precisava dizer é que, tenham agora em mim o olhar íntimo de quem, desnuda, se apresenta na frente do espelho dos olhos de quem por aqui me ler e, em sussuros, apenas diz: _ Prazer! "Sou como você me vê, Posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar!" (Clarice Lispector)
Segunda-feira, 26 de Maio de 2008.Mas uma semana começa e, após um feriado denso e cheio de tantas atividades, efetivamente agora posso dizer.... estou em rítmo de mudança! E se, como o próprio nome do post diz, toda mudança pressupõe crescimento, de uma forma ou de outra; o meu veio em meio a energia de manifestação do meu Arcano Menor: Às de ouros, com seu Simbolismo da Solidez! Fuçando sobre o tema na net, achei uma história muito interessante que ilustra bem o que estou passando por dentro: "Não são muitas as pessoas que já leram o próprio obituário. Alfred Nobel leu. Nobel estava doente já há algum tempo e alguém anunciou falsamente que ele tinha morrido. Imagine sua surpresa quando abriu o jornal de manhã e viu sua morte noticiada! Ao ler os curtos parágrafos que resumiam sua vida e obra, ficou incomodado ao ver que era mencionado apenas como o homem que inventara a dinamite. A nota descrevia toda a destruição que a invenção causara. Nobel deplorou a idéia de ser lembrado como criador de algo que fora usado para destruir tantas vidas. Depois de ler o seu obituário, Nobel decidiu mudar sua vida. Dedicou sua vida a um novo ideal: a busca da paz. Hoje, lembramos de Alfred Nobel, não como o inventor da dinamite, mas como o fundador do Prêmio Nobel da Paz. A história de Nobel ilustra uma verdade importante: nunca é tarde demais para mudar o rumo de sua vida. Se não mudamos, não crescemos. Se não crescemos, não estamos realmente vivendo". Não posso negar que, neste processo, o que mais me incomoda é sentir o quanto de perda temporária da segurança que crescimento exige... Seja por um "pseudo abandono de um padrão familiar", limitador, seja pelo meu "emprego seguro mas não gratificante", até os valores que ando reformulando, revendo o que não serve mais... Como Dostoievsky afirmou: “Dar um novo passo e divulgar algo totalmente novo são as coisas que as pessoas mais temem"... e acho que ele tem razão!PORÉM, olhando para essa história do Nobel, e olhando pra minha própria vida, penso: não consigo imaginar coisa pior do que viver uma vida estagnada, destituída de mudança e de progresso. A maioria das pessoas lutam contra as mudanças, especialmente se elas nos afetam pessoalmente. Mas eu não!!! Como toda boa água, sou maleável, apesar do desconforto inicial, tendo a me acomodar muito bem as mudanças. A grande ironia da coisa é que a mudança em si, muitas vezes, vejo-a como algo inevitável. Todos têm de lidar com ela um dia. Por outro lado, o crescimento é opcional. E eu, prefiro o desenvolvimento de todo o meu potencial. Eis o que posso dizer que o Arcano do Desejo (Os Enamorados) da minha lunação trouxe pra mim... A escolha pelo crescimento, já que a mudança me é imposta, rsss. (Lembram que Hermes ameaça Páris caso ele opte em não tomar partido nenhum no fatídico Concurso de Beleza... e, pra mim, Hermes falou... tá falando!!! hahahaha, os mais chegados sabem pq, heheh)
Agora... que eu me pergunto, "o que será dito no meu in memoriam?", é que me sinto, finalmente, preparada para começar a registrar o meu, no Book of Mine, do grupo de criatividade. Se Alfred Nobel leu o seu próprio e mudou o dele... por que eu não posso começar AGORA a concretizar algumas mudanças no meu.... ;-)
SIM! Estou ficando minhas raízes no fundo do mar... E se há alguém a quem posso atribuir esse movimento vasto e profundo... esse alguém é Poseidon:"Poseidon era filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus e de Hades. Na partilha do universo ele teve por lote as águas, ficando-lhe subordinados todos os deuses primitivos. Muitas vêzes Poseidon se mostra irado e sua cólera não se manifesta somente no mar; não só ele envia à terra monstros temerosos, arrancados às profundezas do mar, como, munido do tridente, seu atributo consagrado, agita a terra, levantando e arrancando enormes rochedos. Outras vêzes, porém, com nobre serenidade ele faz com que as águas tempestuosas voltem ao seu leito, com que os ventos desencadeados regressem para o seu abrigo na caverna de Eólo, restabelece, em suma, a ordem no seu vasto império". Assim, o senhor dos ocenos veio m presentear... tendo em suas mãos um enorme pentáculo de ouros prestes a se manifestar... ![]() Quem estuda Tarot sabe que Ouros é um naipe que representa o elemento Terra: a matéria, o que é concreto, sólido, tangível e físico. Por essa razão existem alguns rótulos ligados ao naipe (e também ao elemento) que não são verdadeiros, tais como a idéia de que esse elemento não muda, não pensa, não sente, não percebe, dentre outros. E o que ficou de mais forte nesses 4 dias de feriado foi a forma como isso se manifesta em ouros... como se trata de um elemento de materialização das características que, a apartir dessa energia, tornam-se mais palpáveis e sólidas. Isso significa que, um sentimento representado por ouros trata-se de algo firme, perceptível, claro, objetivo e prático (sem muita emotividade, mas nem por isso ausente de qualidade!). Um planejamento caracterizado em ouros apresenta detalhes bem estruturados e diretos, sem muita ilusão ou imaginação. O mesmo ocorre com temas espirituais que sejam representados por ouros, eles se tornam bem nítidos e pouco idealizadores. Tudo isso porque ouros acrescenta a praticidade em tudo o que faz, afinal, deve ser a materialização das coisas. ![]() Assim, pude celebrar com ardor e dedicação o dia Santa Sarah, com festa, trabalho e alegria (afinal, organizar uma festa antes de ser ótimo é, sobretudo, exaustivo!)... Ao mesmo tempo que desempenhava uma tarefa por mim assumida... mudança de espaços físicos dentro da minha casa... Encarei a coisa da mudança como o sentimento de galgar mesmo a terra do fundo do mar... na esperança de, quem sabe, achar minha Atlântida e alí me enraizar!!!!!
![]() Conta a lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma egípcia cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões. Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e prometeu que, se todos se salvassem, ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer (cidade a sul da França), onde até hoje ergue-se um santuário e que, anualmente, nessa época do ano, recebe peregrinações do mundo inteiro. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias. Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Segundo Míriam Stanescon - Rorarni (princesa do clã Kalderash), deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: Dalto chucar diklô (Te darei um bonito lenço). Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer, paa uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCÔ (ventre seco). Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.
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Ser Cigano é respeitar a liberdade, a natureza e acima de tudo a vida É viver e deixar viver É ter a lucidez de saber esperar. É não esgotar todos os recursos É preferir morrer com honra, do que viver desonrado É ter como lema ser feliz É agradecer as pequeninas coisas da vida É dignificar seus velhos. É glorificar suas crianças É respeitar os povos e as coisas que se desconhece É nunca contestar a Justiça Divina É acima de tudo amar e respeitar Deus e Seu filho Jesus Cristo, nosso grande Mensageiro. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- SOBRE A AUTORA: Miriam Stanescon É Filha de Alberto Batuli e Lhuma Stanescon, que até 1998 foi a grande líder dos ciganos no Brasil. Seus antepassados são do Clã Kalderash, que viveram na Rússia no século XIX. É a primeira mulher cigana a concluir um curso superior, bacharelando-se advogada. Foi com base na vida dela que Glória Peres se inspirou para produzir a novela “Explode Coração”, exibida pela Rede Globo. SITE: http://www.mirianstanescon.com.br/
Assim como muitos grupos e massas coletivas são colocados em várias dimensões galácticas e destinados ao encarne, dentro de um critério divino de avaliação e evolução, a exemplo de Capela e outros, os Espíritos Ciganos que hoje levam esse nome e que foram trazidos para reencarne em massa em nosso planeta Terra de outra galáxia, imigrando por designação divina de outras dimensões planetárias, carregam consigo a sabedoria, os costumes e o conhecimento. Por milênios vêm reencarnando e seguindo a ordem natural da evolução, conseguindo através dos tempos conquistar seu próprio espaço entre os demais, produzindo e conseguindo seus próprios gráficos universais de força no Plano Espiritual.Acreditamos que, em razão também da união que os abençoa, acabaram por socorrer seus próprios pares que agrupando-se em plena evolução, se tornaram uma das mais prestigiadas correntes de trabalho no Plano Espiritual, motivo pelo qual, a par de seus já concebidos conhecimentos e magística, ocupam hoje o lugar de destaque nesta dimensão astral, bem como se justifica, a cada passo, ao longo do tempo, a trajetória admirável que vêm travando junto às Falanges da Umbanda Sagrada e toda Espiritualidade, explicando-se dessa maneira a importância do trabalho que vêm desenvolvendo neste plano. Carregam a denominação de Corrente Cigana, tanto quanto as outras tantas correntes de trabalho que conhecemos, com uma tendência natural de torna-se cada vez mais conhecida. Deste modo, como as demais Linhas de trabalhos de Umbanda, esta tb se organiza em Falanges (ou sublinhas), tais como: ![]() POVO ORIENTE: é uma Falange em grande ascensão dentro da Umbanda, chegando aos Terreiros na vibração de Xangô, normalmente conhecidos como mentores de povos do oriente com grande desenvolvimento espiritual e conhecimento profundo de vários assuntos. São muito cultos e responsáveis, de poucas palavras e muito trabalho. Apresentam-se de forma humilde e simples, não necessitando de nenhum tipo de oferenda além da fé e da dedicação de seus aparelhos, além de exigirem o cumprimento de regras básicas para uma melhor interpenetração de energias com seus médiuns. Têm uma vibração extremamente sutil. E esperam que seus médiuns cumpram sua parte no que se refere ao preparo correto para trabalhar com suas energias. Trabalham mais pela irradiação do que pela incorporação propriamente dita. CIGANOS DO ORIENTE: composta por aqueles que em encarnações anteriores tiveram grande conhecimento da espititualidade e de magia, a maioria encarnou entre o Povo Cigano e de tal povo preferiram guardar a imagem com a qual aparecem para nós. Em geral denominam-se ciganos do oriente, para situarem de onde vêm, pois viveram no antigo oriente médio ou no extremo oriente. São mais antigos, lembram-se de tempos mais remotos em que foram conhecedores do poder e da magia dos antigos templos. Não são tão sutis quanto o Povo do Oriente, mas também não são tão mundanos quanto os Ciganos (europeus, apenas para explicar). Levam tudo muito à sério, mas também são alegres, gostam de cantorias , bebem licores, vinho branco, chás de frutas, alguns fumam outros não, “Comem” (oferendas) comidas ciganas e muitas frutas e frutos da terra. Gostam muito de flores em suas oferendas e trabalham com cristais, cromoterapia, numerologia, astrologia,limpezas de aura, uso dos chacras, fluidoterapia, fluidificação de água com fins curativos, aromoterapia, tarot, e outros jogos e magias de seu conhecimento. Gostam muito de trabalhar com a cura física e com a doutrinação que cura espiritualmente.
CIGANOS: Povo nômade com grande conhecimento de magia , muito alegre, dançante, raça que tem conhecimento de muitos povos justamente por sua origem nômade e sua capacidade de num só tempo cultivar suas tradições e adaptar-se a novos lugares e costumes. Ao contrário dos Ciganos do Oriente, não passaram suas vidas no oriente, e sim em andanças pela Europa e alguns países do Oriente próximo, alguns poucos passaram pela Ásia, na altura da Índia, mas em geral vêm da Europa, e dos países da antiga cortina de ferro. Trabalham muito com magia do amor e de prosperidade. Bebem, fumam, e seu cardápio inclui as comidas ciganas tradicionais, frutos e frutas. Jogam cartas , lêem mãos São devotos de Santa Sara Kali, e de Nossa Senhora Aparecida.ESPÍRITOS CIGANOS: Estes são mais cultuados pelos Espiritualistas e pelo Povo Cigano (encarnado), onde segundo os Ciganos (encarnados) os espíritos não podem falar por não Ciganos, mas os nossos irmãos Espiritualistas discordam dessa afirmativa. POMBAGIRAS CIGANAS/ EXÚ CIGANO: Não são , em geral ciganos de origem, tornam-se “ciganos” em função do seu modo de vida que levaram e/ou porque buscam o conhecimento da magia cigana para trabalharem, ou porque em algum tempo em suas vidas passadas como ciganos de origem, tiveram suas andanças expulsas das tradições ciganas e, mesmo alheio a organização de seu clá, ainda carregam a necessidade de resgate de suas faltas. Nesse sentido, são considerados como Exus Ciganos e Moças Ciganas, que na Umbanda, trabalham como verdadeiros Guardiões a serviço da Lei nas trevas.
O que temos que ter em mente é o respeito ao Povo Cigano (encarnado e desencarnado), pois estes foram perseguidos, em toda sua história desde os primórdios deste planeta. Em nada contribui ao Médium de Umbanda e sua Mediunidade querer mistificar a vida de tal espírito, ou de nada adianta saber cor de roupa, perfume, isso ou aquilo da entidade que te acompanha, sem respeitar aquilo que é o Guia quem traz. Respeitemos a cultura de um Povo e seu sofrimento, pois eles sim são o Povo Cigano e os Espíritos Ciganos seus ancestrais... Nós apenas somos instrumentos de trabalho desses espíritos responsáveis por uma história e um trabalho maravilhoso de vida e existência mas que, só a eles pertencem. Autor: ALEX DE OXÓSSI | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||