YARA ~~~ filha das águas ~~~

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Blog EntryArtigo: ALQUIMIA - A ARTE SAGRADAApr 19, '08 5:21 PM
for everyone
Hoje em dia, com todos os avanços tecnológicos no processamento e difusão da informação e as novas descobertas cientificas sobre o nosso passado histórico, ainda pouco se conhece ou está apenas se começando a compreender, sobre o propósito real dos alquimistas e o verdadeiro significado da sua arte.


A ALQUIMIA COMO PRÁTICA MILENAR

Segundo registros históricos, a alquimia foi praticada e difundida em civilizações antigas como a Ásia, África e Europa, segundo sustentam alguns historiadores, por mais e 5000 anos. Alguns afirmam ainda que a real origem da alquimia está associada à herança de conhecimentos de antigas civilizações já extintas em tempos remotos. A alquimia, ou chamada por outros nomes segundo a época e localização, foi praticada nas civilizações antigas da Mesopotâmia, Egito, Pérsia, Índia, China, Grécia, o Império Romano, o Império Islâmico e mais adiante em toda a Europa até o século XIX sendo disseminada em escolas dedicadas exclusivamente para esta finalidade.


ALQUIMIA E CHARLATANISMO

A alquimia ganhou sua fama como sendo sinônimo de charlatanismo durante o século XIX, quando virou moda, sendo praticada por pessoas de todos os níveis culturais e estratos sociais, desde mendigos até reis e Papas, pelos interesses mais mundanos . Foi por causa dos sopradores (falsos alquimistas) que a alquimia foi desprestigiada, desprestigio que se mantém até os dias de hoje (Alguma semelhança com o caminho do Paganismo e dos Cultos Afro-brasileiros??? hehehe, acho que não...).

Contudo, é preciso salientar que foram os sopradores os que desenvolveram os fundamentos da indústria química e metalúrgica atuais. Deste modo os sopradores gozaram de prestígio e estimação na época moderna através das suas contribuições mundanas como a invenção da pólvora, refinamento dos minerais, processos metalúrgicos, produção de tintas, pinturas, cosméticos, cerâmicos, cristais, licores, extratos entre outras descobertas.


A VERDADEIRA ALQUIMIA

Só no século XX foi redescoberta para o mundo uma reconsideração do significado profundo da alquimia como prática para transformação espiritual do ser humano para estados mais elevados de consciência, por pesquisadores como Carl Jung. Ele descobriu uma grande ligação entre a simbologia alquímica e aspectos relacionados à psique humana recentemente desenvolvida.

Na atualidade os investigadores (e, devo dizer, eu também!! rss) julgam a alquimia como autêntica e valiosa pelos seus aspectos espirituais e extrafísicos afirmando que o desenvolvimento da química e metalurgia, como derivada desta ciência, é uma mera corrupção da tradição hermética original. Os métodos alquímicos estão passando por uma recente fase de renascimento na atualidade através dos movimentos esotéricos e místicos da Nova Era.

A historia da verdadeira alquimia tem se convertido em um vigoroso campo acadêmico. É de grande valor para historiadores e filósofos pelos seus aspectos místicos, esotéricos e artísticos. A medida que a obscura linguagem hermética dos alquimista vêm sendo gradativamente decifrada, os historiadores estão sendo mais conscientes das conexões intelectuais entre esta arte e as outras facetas da cultura ocidental, tais como sociologia, psicologia, cabalismo, espiritualismo, rosacruscismo, criptografia, bruxaria, ciência, filosofia entre outras.


A ALQUIMIA COMO CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO

Existem muitas definições que descrevem o que é a alquimia. Desde o lado mais íntimo e profundo da alquimia, ela pode ser definida como a arte sagrada que, através da prática paciente, sabedoria e fé, busca servir de apoio à natureza para permitir a expansão de consciência e aperfeiçoamento do ser humano por meio dos processos de transformação espiritual que atravessa.

Uma prática comum dos alquimistas era o emprego de metáforas e complexos sistemas simbólicos absurdos e desconexos para esconder seus verdadeiros aspectos extrafísicos propositalmente para evitar deixar cair em mãos de sopradores. Para esta finalidade foram utilizadas substancias químicas, estados físicos e processos da matéria metaforicamente para ocultar o aspecto paralelo ligado aos aspectos internos do ser humano. Assim mesmo, muitos símbolos da alquimia são derivados da astrologia devido a que por ambas terem o conhecimento oculto como objetivo comum terminaram se entrelaçando e complementando ao longo do tempo desde épocas antigas.

Sendo assim, a transmutação do chumbo em ouro, uma das maiores ambições dos alquimistas como comumente se conhece, simboliza, na realidade, a transformação do ser humano imperfeito, enfermo, corrompível, efêmero e ignorante, simbolizado pelo chumbo ou saturno, até um estado perfeito, saudável, incorrompível, eterno e iluminado, simbolizado pelo ouro ou o sol. Da mesma maneira a pedra filosofal representa um estado de ser, oculto no interior do ser humano, que, se aflorado, promoveria este processo de transformação espiritual próprio assim como daqueles que estão por perto.

O elixir da vida ou panacéia universal, aquela que é a cura de todos os males, bastante procurado pelos alquimistas, é bastante similar à vida eterna pregada por Jesus Cristo, vida  eterna que está além do mundo material e que é somente alcançada quando somos capazes de morrer em prol do renascimento para um novo estado de consciência. (Atenção Strigois de Plantão: Alguma coisa haver com o Vampyrismo do modo como o conheçemos e o compreendemos?!? hehehe, acho que não...)

Pelo visto anteriormente a alquimia deixou uma mensagem poderosa, valida até, e especialmente, nos dias de hoje, a busca da perfeição...

Em um mundo onde o ser humano comum perdeu o contato com sua parte divina, seu Ser Superior, a alquimia aparece como um chamado para que o ser humano pare de Fazer para começar a Ser... ser aquilo que está oculto dentro dele... ser aquilo que o transforma em divindade caminhando na terra.



Blog EntryCaravana pra Tenda de UmbandaMar 16, '08 12:17 PM
for everyone
Pois é... poucas coisas me chama mais atenção do que o tal conceito de Sincronicidade de Jung e a Teoria dos Sinais, que eu mesma lapidei daquele filme do Mel Gibson. E o resultado expresso disso é o dia de hoje, que acabei de denominá-lo de

"Caravana pra Tenda de Umbanda"

Há uma semana atrás, depois do MARVILHOSO Aniversário de 1 Ano de GET, conheci uma princesinha em forma de Thais que, segundo ela mesmo descreveu aqui no Multi, acabamos voltando do encontro juntas, lá para a Tenda onde trabalho todo domingo. Uma semana depois, tive o privilégio de conversar a semana toda com a Cassita, pelo msn... Resultado: por uma série de questões particulares a vida dela, sexta-feira ela estava me perguntando sobre o dia e hora dos trabalhos lá no meu centro e, por fim, acabamos combinando dela encontrar a Thais (sim! ela quer ir de novo e acho que vai acabar nos dando O ENORME PRAZER de começar a freqüentar) para irem juntas.

Sábado seguinte, ONTEM< encontro a Lorién no GoogleTalk e, após uma conversa sobre interpretação de um sonho que ela acabara de ter, desenrrolamos as análises em para temas como provações espirituais e demanda de deidades que são nos protegem... Aí, uma coisa que puxa a outra, "sem querer" entramos nos assuntos de Umbanda e da curiosidade dela em conhecer um terreiro. Por fim, o papo desembocou em um guia que a acompanha já há algum tempo que, curiosamente, se trata de uma Linha dentro da Umbanda, tão importante quantas as outras, mas uma pouca fama e repercurssão usual... como as mais faladas (Iemanjá, Cosme e Damião, Caboclo, Exus etc.). E o mais espantoso: se trata justamente d gira de hoje, DOMINGO... Moral da História: Ganhamos, na Caravana pra Tenda de Umbanda,o assento reservados de Lórien e Chronos....

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Em um dos livros da minha vida, O Alquimista, em determinado momento da vida dela, o protagonista encontra um inglês que estava junto com outras pessoas, prestes a empreitada de sair em caravana ao deserto. Enquanto aguardavam... o protagonista e o inglês conversavam sobre sorte, coincidência e destino:

"O Inglês ficou satisfeito: mesmo vestido como árabe, o rapaz pelo menos era europeu (nota:o protagonista) - Alguns chamam isso de sorte - disse o Inglês ao jovem. E este concordou - Se eu pudesse, escreveria uma gigantesca enciclopédia sobre as palavras "sorte" e "coincidência". É com estas palavras que se escreve a Limguagem Universal.

O que quero dizer com isso??? Simples! Sincronicidade e Teoria dos Sinais

Sincronicidade


Conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal mas por relação de significado. A sincronicidade é também chamada por Jung de "coincidência significativa". O termo foi utilizado pela primeira vez em publicações científicas em 1929, porém C.G.Jung demorou ainda mais 21 anos para acabar o livro "SINCRONICIDADE: UM PRINCÍPIO DE CONEXÕES ACAUSAIS", onde expõe o conceito e propõe o início da discussão do assunto.

Basicamente, é a experiência de se ter dois (ou mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a pessoa (ou pessoas) que vivenciaram essa "coincidência significativa", onde esse significado sugere um padrão subjacente. A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos. Foi um princípio que Jung sentiu abrangido seus conceitos de Arquétipo e Inconsciente coletivo.

Acredita-se que a sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de "insight". Jung afirmava que temos quatro funções básicas: razão, emoção, sensação e intuição. No nosso ser, geralmente uma delas é predominante. Mas quando trabalhamos internamente estas funções na direção do equilíbrio, uma nova função é acrescentada: a sincronicidade. E foi, a partir da contribuição de Jung, vários desenvolvimentos em diferentes áreas do conhecimento têm ampliado a compreensão da relação entre os processo psíquicos e o mundo exterios.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sincronicidade

NOTA DA CAROL: E dessas diferentes áres do conhecimento, onde se pode observar em maior grau, a intersecção desses princípios junguianos (Arquétipo, Inconsciente Coletivo e Sincornicidade, dentre outros) é justamente O ESTUDO DO TAROT!!! (GET)

Teoria dos Sinais


No condado de Bucks, Pensilvânia, vive Graham Hess (Mel Gibson), um viúvo com seus dois filhos, Morgan (Rory Culkin) e Bo (Abigail Breslin). Também mora com eles Merrill (Joaquin Phoenix), o irmão de Graham. Ele reside em uma fazenda e era o pastor da região, mas recusa ser chamado como padre, pois questionou sua fé desde quando sua mulher, Colleen (Patricia Kalember), foi morta ao ser atropelada por um morador da região. Repentinamente a família se vê bastante intrigados com o surgimento de misteriosos e gigantescos círculos, inesperadamente em sua plantação; o prenúncio de sinais extraterrestres...



[Cena onde Merill e ex-Padre Mel Gibson estão sentados no sofá, na madrugada, com as crianças no colo dormindo, assistindo pela televisão o surgimento confirmado de 14 luzes brilhante no espaço aéreo mundial (Europa, Estados Unidos e Oriente). Merril começa o diálogo com o irmão, Mel Gibson]


- Algumas pessoas devem estar pensando que é o fim do mundo.
- É verdade.
-Você acha que poderia ser?
- Acho.
- Como pode dizer isso?
- Não era a resposta que queria ouvir?
- Você não pode agir como agia antes? Console-me.

- As pessoas se dividem em dois grupos. Quando passam por algo de sorte, o grupo número um vê como mais do que sorte, mais do que coincidência. Eles vêem como um sinal, evidência de que alguém está cuidando deles. O grupo número dois vê como pura sorte. Um acaso feliz. Tenho certeza que o grupo número dois está olhando para essas 14 luzes de forma suspeita. Para eles a situação é meio a meio. Poderia ser ruim, poderia ser boa. Mas por dentro, eles sentem que não importa o que acontecer, estão sozinhos. Isso os enche de medo. Essas pessoas existem.  Mas tem muita gente no grupo número um e quando eles vêem essas 14 luzes, estão vendo um milagre e por dentro sentem que não importa o que acontecer, alguém lhes ajudará. Isso os enche de esperanças.

(tempo para suspiro pensativo dos personagens. Mel Gibson, vira ao irmão e conclui)

- Você deve se perguntar que tipo de pessoa você é. Você é do tipo que quando vê sinais, vê milagres? Ou você acredita que as pessoas dão sorte? É possível que coincidências não existam...

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