YARA ~~~ filha das águas ~~~

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Blog Entry"De visita à Luz"Jun 23, '08 9:20 PM
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Sim! Eu que venho em companhia dos ctônicos, neste fim de semana, estive excepcionalmente em visita à Luz...


Uma passagem como poucas na vida da gente... onde - de primeira mão - já adianto que aprendi como os simples aspectos fortes dos nossos modos de nos religar com o espiritual são, de fato, as mais incríveis e intensas essências divinas que podemos encontrar em vida... UAU!!! E que justamente nessa forma tão singela e natural (mas forte! absurdamente forte!!) de expressarmos o sagrado em nós é que somos verdadeiramente agraciados por suas indiziveis magnitudes. Porque são nesses raros e caros momentos da nossa existência que descobrimos a real latência digna de chamarmos de dádiva sobre a Terra!

NOSSA... devo dizer também o quanto pequena e ainda impura me senti perante tanta luz brilhante!!!! Um resplendor que, confesso, mal consegui reter os olhos a pino para apreciar.. Era demais pra minha vista, sabem como é???  Tudo o que consegui foi me guardar a minha insignificante condição e me emocionar.

Que honra! Que privilégio!

Um clarão que foi desde o colo do mensageiro, do sábado, até a Dama de escuro véu, a Grande Senhora Gentil, do domingo... Sem esquecer, é claro, das chamas gêmeas flamejantes a despontar ao léu (incrível vibração suave que franca vem nos presentear...)


Acompanhada por meu mangue primordial, enlaçada por minha queda d'água essencial e, claro, recoberta por minha maré fundamental..... devo explicar o quanto só consegui perceber - paradoxalmente - quão escuras estavam as minhas águas, naquele momento...    Enegradas no coração de um começo de noite, seivada no seio de minh'alma. E que, dela, venho me despertar... É bem verdade que, no começo, estranhei muito o quanto eu só conseguia reconhecer meu elemento vital desse modo tão sombrio... mas, definitivamente, não me espantei! Porque a oeste, alí, descalça, nada eu poderia fazer senão me render aquela leve sensação de poça d'água a molhar meus pés, em tamanha escuridão... resignei-me!

Até.... de fato entender - com aquele tipo de insight que só o Brilhante é capaz de jorrar - que, afinal, qual outra sensação eu poderia ter perante a luz senão a escuridão??? Já que não se tem sombra sem luz...



Blog EntryIara, um mito de transformação!Jun 19, '08 2:05 AM
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Sim... já fazia tempo que eu devia essa explicação... pq meu Multiply é Yara... e como "filha das águas" e "filha de caboclo", os Índios de Oxósse, achei que não teria deidade melhor a se reverenciar que trouxesse em seu bojo o encontro das águas doces (rio) com as águas do mar (peixes / sereia) com o mito indígena.

Lá vai:

O folclorista brasileiro Câmara Cascudo reconta em "Lendas Brasileiras" (1945) a lenda da Iara (Uyára era o deus amazônico dos peixes: era , segundo outros, a Sereia ou Mãe d'água, pois Y-Yára quer dizer - a que mora na água. A raça desses monstros marinhos chamavam de Y-Yára-ruoiara).

Deitada sobre a branca areia do igarapé, brincando com os matupiris, que lhe passam sobre o corpo meio oculto pela corrente que se dirige para o igapó, uma linda tapuia canta à sombra dos jauaris, sacudindo os longos e negros cabelos, tão negros como seus grandes olhos.

As flores lilases do mururé formam uma grinalda sobre sua fronde que faz sobressair o sorriso provocador que ondula os lábios finos e rosados.

Canta, cantando o exílio, que os ecos repetem pela floresta, e que, quando chega a noite, ressoam nas águas do gigante dos rios.

Cai a noite, as rosas e os jasmins saem dos cornos dourados e se espalham pelo horizonte, e ela canta e canta sempre; porém o moço tapuio que passa não se anima a procurar a fonte do igarapé.

Ela canta e ele ouve; porém, comovido, foge repetindo: - “É bela, porém é a morte... é a Iara”.

Para mais: http://www.amazonia.com.br/folclore/lenda_iara.asp

LinkHermes em São Paulo!!!May 30, '08 1:55 PM
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Link: http://vidasimples.abril.uol.com.br/edicoes/067/mente_aberta/conteudo_...

(além daqui... cá dentro em meu Coração!)

Mercúrio, mensageiro dos deuses, descansa em plena praça da República, no centro de São Paulo. Segundo a reportagem da Revista "Vida Simples", lá existe uma reprodução da obra clássica de Lisipo, exposta no Museu Nacional de Nápoles, na Itália.

Um lugar que, a partir de hoje, com certeza, lá irei estar... =)

Blog EntryOração (e Hino) de Súplica ao Povo das ÁguasMay 27, '08 9:22 PM
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Sagrado tremor que do fundo dos mares vem me engolir. O Oceano se agita e a realeza se personifica para aqui se manifestarem. Poseidon se levantar... Sedendo caminho para Iemanjá passar! Juntos, ao som de núpcias matrimoniais, em minh'alma, eles sapateiam a bailar. Na qualidade de filha das águas, líqüida, até em essência mercúria de ser e flexibilizar, resigno-me sobre os vossos dilúvios que, por agora, vem me inundar. De Tsunami(lar) a mar(tírio), passo a basilar algas de identidade úmida, clorofilada em força e autêntica, que só eu sei germinar... E nos Recifes de Corais que cálidos vem me esfolar, salivo-me as chagas que com pipocas e sal marinho ão de me renovar...





Saravá o Povo das Águas,

salve o Senhor que traz as Mensagens.

Saravá minha Perseverança de Umbanda,
salve minha percepção (nova, mas firme) Helênica de viver



E que assim seja, ontem, hoje e sempre...
o Hino que reclama toda essa estrutura dentro de mim!







"Refletiu a luz divina
com todo seu esplendor
é do reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio, de Aruanda
Para todos iluminar

A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
e a grandeza nos conduz.

Avante filhos de fé,
Como a nossa lei não há,
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !



Blog EntryUma devoção especial => Ele é O CARA!!!Apr 30, '08 12:42 PM
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Hermes, mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses, (daí o termo hermenêutica) era um deus grego correspondente ao Mercúrio romano. Era um dos 12 deuses do Olimpo. Filho de Zeus e de Maia, nasceu na Arcádia, revelando logo extraordinária inteligência.Divindade muito antiga, Hermes era invocado, a princípio, como deus dos pastores e protetor dos rebanhos, dos cavalos e animais selvagens; mais tarde tornou-se deus dos viajantes, e em sua homenagem foram erguidas estátuas à beira das estradas (hermas). Posteriormente, Hermes tornou-se deus do comércio e até dos ladrões; para proteger compradores e vendedores, inventou a balança. Hermes era quem guiava as almas dos heróis ou pessoas importantes até o rio Estige, lugar que ligava o reino dos vivos com o reino dos mortos. Também considerado deus da eloqüência e patrono dos esportistas, é representado como um jovem de belo rosto; normalmente nu, vestido com túnica curta. Na cabeça, levam um capacete com asas, calça sandálias aladas e traz na mão seu principal símbolo, o caduceu.



Era também o deus dos sonhos, a quem os gregos ofereciam a última libação antes de dormir. Visto que Hermes é o Deus da Comunicação e da eloqüência, ele também traz sonhos aos mortais. O hino homérico dedicado a ele o descreve como aquele que é o “de múltiplas formas, agradavelmente astuto, um ladrão, protetor dos rebanhos, portador de sonhos, observador noturno, um ladrão nos portões, aquele que logo iria fazer feitos maravilhosos entre os Deuses imortais”.

Mas foi, sobretudo, venerado pelos atletas, na sua qualidade de inventor da corrida a pé e do pugilato. O nome Hermes, que pode se aparentar a uma raiz sânscrita que designa a tempestade, parece ter designado um deus do vento... Contudo, seus diferentes atributos e epítetos de representação, tornam-o complexo em sua essência associativa.


Assim, o Hermes protector dos pastores e dos rebanhos é figurado, habitualmente, transportando um carneiro aos ombros. Quando ele surge na sua qualidade de protector dos viajantes é representado com um rosto barbudo e longo cabelo encaracolado, colocado no topo de uma coluna que, por sua vez, é colocada nas encruzilhadas das estradas. Mas a sua representação mais freqüente é a de jovem atleta, com suas sandálias aladas e, nas mãos, o caduceu.

Dentre as aventuras de Hermes a mais citada é uma referente ao roubo de parte do rebanho de Apolo praticado quando criança. Além disso, é o Deus que mais aparece nas lendas, mas em geral, no papel secundário de leva e traz dos outros Deuses. Ele ajudou o pai, ZEUS, a subtrair o irmão DIONÍSIO, quando criança, da vingança de HERA. Era também o encarregado de missões delicadas: acompanhar as três Deusas durante o julgamento de Paris; leiloar HÉRACLES; ajudar diversos Heróis em suas proezas (PERSEU e ODISSEU, por exemplo); conduzir o troiano Príamos até a tenda do grego Aquiles; matar ARGOS, o guardião de cem olhos de IÓ; etc...


Além disso, passou a ser também considerado, em épocas tardias, o inventor das práticas mágicas; devido a sua capacidade de interpretar e transmitir os desígnios dos outros Deuses, recebeu o epíteto Hermeneus (intérprete), de onde veio à palavra "hermenêutica". {Especial Identificação! rss}.... No Olimpo como na terra, viveu muitas aventuras e teve numerosos filhos. Com Vênus, Hermafrodito, ser de dupla natureza, homem e mulher; com Antianira teve Equíon; com Equíone teve Autólico, avô de Ulisses; com a ninfa Driopéia teve Pã, divindade dos pastores e rebanhos e etc.

Em períodos antigos, Hermes era o Deus fálico dos caminhos e demarcações...
Seu nome, na forma herma, era usado para designar um pilar de pedras como ponto de passagem; viajantes costumavam colocar uma pedra no pilar para ter boa sorte. No século VI a.C., Hiparcos, filho de Pisístrato, trocou o pilar de pedras que marcava o caminho do meio da deme (circunscrição administrativa) de cada vila na ágora central de Atenas por um pilar quadrado ou retangular de pedra ou bronze em cujo cimo ficava o busto de Hermes usando barba; um falo ereto erguia-se da base do pilar.


É por excelência, o símbolo da oralidade e eloqüência. Relata-se também que Hermes aprendeu a prever o futuro e a interpretar presságios e sinais da natureza com pedras de seixo com as Thriae, três deusas virgens da natureza. Outras histórias contam que ele aprendeu a prever o futuro com Apolo, que possuía poderes oraculares, em troca de outro instrumento musical, a siringe, por exemplo: a flauta que seria usada pelo Deus Pã.


Protegia as Artes e ensinou aos povos todos os exercícios que tinham por fim desenvolver a agilidade, a graça e a beleza do corpo. Era, ele próprio, um corredor infatigável, hábil navegador, bravo guerreiro, assim como comerciante consumado. Portanto, por conta de todos esses motivos, o Deus Hermes era motivo de grande veneração entre os gregos, que o consideravam um benfeitor e defensor da humanidade perante os deuses do Olimpo.

QUEM EU TENHO UM CARINHO TODO ESPECIAL

 FONTE: livre edição dos sítios Grecia Antiqua e Reconstrucionismo Helênico no Brasil!


Blog EntryDeuses (e seus mitos) em Nós!Apr 1, '08 11:03 PM
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De ontem pra cá, vivenciei muito essa experiência de sentir os nossos deuses (e seus mitos) dentro de nós.. Graças a um papo que tive com uma amiga que, nesse contexto, é mais do que uma companheira de estrada; mas também porta-voz de uma Deusa que eu tenho particular respeito e adoração... por isso, aliada tb a sua experiência com o meu Arcano da Lunação, suas palavras ganharam uma outra dimensão.

Conversávamos sobre como eu iria passar essa semana, em meio a dicotomia de estar com menos dor e mais imobilidade e toda a ansiedade típica da minha personalidade. Aì, veio ao X da Questão: "sendo hiperativa e cheia de coisas pra fazer, vc não tem tempo e concentração pra pensar no que precisa ser gerado"... e aí, a verdade inexorável se aplacou sobre mim!!! E com mais: "Ansiedade é a necessidade de trazer o futuro para o presente!", como bem definiu e no fim, ela estava coberta de razão... E, neste ponto da reflexão, eu precisava pensar em como segurar esses traços do meu jeito de ser para me agarrar na introspecção que a Imperatriz vem propor. A primeira hipótese, foi por meio da respiração... uma excelente alternativa senão por ser este o meu 'calcanhar de aquiles'.

Aí, veio a idéia do chazinho aliado aquelas banhos sagrados... Nada melhor a uma filha das águas como eu. POis bem... mesmo de pé imobilizado e estando sozinha em casa, preparei todo o ambiente: vela aromatizada, preparado de ervas para o banho, incenso e até o Quadro das minhas Mamães D'águas, Iemanjá e Oxum, para dentro do Banheiro. Tudo parecia propício (até a banheira azul). A bucha vegetal, no lugar das esponjas tradicionais, foi a ' vassoura ' que eu usei para abrir o espaço mágico e livre das ' sujeiras astrais '. E recostar no colo das minhas Deusas me fez ter muitos estalos...

Alguns deles => Preciso aprender com os momentos de paradas, mas meu espírito precisa de movimento, assim como a maré e a correnteza dos rios... Afinal, água parada dá dengue e eu, mesmo oscilando com mais ou menos agitos, preciso estar em movimento. Vi Yara, Senhora das Águas se manifestar sobre meu estado de ser como em tantos outros momentos da minha vida.


Vi Psiquê em sua trajetória, "onde minh'alma, dia após dia, é forjada e purificada pelos sofrimentos e infortúnios que colho, e preparada, assim, para gozar a pura e verdadeira felicidade..." como disse em outro post.


E, o mais engraçado... hoje, experimentei literalmente o que é sucumbir ao sono profundo!!!

Passei a noite toda envolta a muita atividade mediunica e espiritual, de modo que, ao acordar, sentia-me absolutamente cansada e fraca. E, em meio ao tripé CASA-TRABALHO-SAÚDE, cuidei do mínimo dos mínimos dos meus compromissos e, ao voltar: PUFF! Capotei na cama e, ainda sim, atormentada com telefone, celular e tudo que não deveria existir para nos azucrinar, interrompendo esse estado de quase-sonambulismo.

Pois é... resultado de toda essa expressão dos Deuses (e seus mitos) em Nós???
Embora eu mal comi, mal dormi, mal vivi... meu dia hoje foi como sentir, aqui dentro, todas essas mulheres (co)habitarem dentro de mim e eu, por entre suas lacunas, me preenchi...

Ainda não sei exatamente o que tudo isso quer dizer, mas ao menos uma coisa, pude tirar de muito válido disso tudo: HOJE, eu sei exatamente o que a minha Imperatriz quer que eu gere. Mas sobre isso... bem, prefiro tratar em um novo post! =)

ReviewReviewReviewReviewReviewEros e PsiqueApr 1, '08 12:07 AM
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Category:Books
Genre: Arts & Photography
Author:Fernando Pessoa {...sempre ele...rs}
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

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POR CAROLINA CARVALHO:

Sim, meus pais não tem reinado algum e eu, tenho apenas um irmão mais velho. Sou dona de muitos encantos, porém, muitos dos que já se aproximaram de mim ou que de mim, de fato, já tiveram enamorados, acham por bem não se aproximarem muito além do sensato. Até meu irmão, que nem tem a menor graça, logo arranjou sua pretendente e se casou e já tem sua princesinha (Maria Alice, minha sobrinha).



Mesmo preocupada com minha solidão, minha cara família, ainda sem ter se quer um Conselho com o oráculo de Apolo, já de me vestir de luto, por seis anos, ao abandonar-me só, no alto da montanha dessa casa, a ter com o monstro da sobrecarga e das questões intrapessoais, a quailidade de esposa, dona das coisas aqui em SP.

Por anos, sozinha e desesperada, meu pranto ecoou sobre o cansaço, até que uma brisa, regada a um pouco de vodka (né Paulinha, rs!) me levou flutuando até um vale cheio de flores, onde havia um palácio maravilhoso, com pilares de ouro, paredes de prata e chão de pedras preciosas.



Mesmo surpresa e ainda que sozinha, estar ao lado de um grande amor parecia-me o bastante para ser feliz... mesmo que, de fato, eu não pudesse ver o que seu rosto me escondia. As pérfidas a minha volta, que observavam de longe o que eu vivia, aconselhavam-me a largar tudo, caso eu ainda quisesse me proteger... e, a dúvida ia me dilacerando.

Até que cai na armadilha. Busquei a luz da verdade e estremeci a tal ponto que a faca escorregou de minha mão e o clarão que rajou da lamparina da realidade entornou. E muito mais do que uma gota de óleo fervente caíra sobre o ombro de uma relação ferida. Disse: "Não há amor onde não há confiança".



Tão forte que se tornou o meu desespero em contornar aquela situação... Empreguei todas as minhas forças para recuperar o amor de Eros. Até me colocar de serva de Afrodite, eu me fiz, sem obter resultado

Desde então... muitas tem sido minhas provas para amadurecer minha alma. Separar uma grande quantidade de trigo, milho, papoula e muitos outros grãos misturados. Colher um pouco de lã de ouro de umas ovelhas ferozes. Recolher em um jarro de cristal um pouco da água negra que saía de uma nascente que ficava no alto de uns penhascos. Até descer até ao Hades e trazer uma caixinha com a beleza imortal, o cofre da beleza usado por Perséfone e, dali, sucumbir ao sono profundo.

O que não seria possível, sem CLARO, eu poder contar com a ajuda de centenas de formigas, maravilhosos amigos, que me ajudam a fazer todo o meu trabalho. Caniço mágico dos Oráculos que guiam os melhores momentos e ora para agir. Além, é claro, da águia adivina que sempre aparece na forma da minha Fé, que enchem bem fundo o Jarro da Água de que sou feita.

Uma trajetória de vida, onde minh'alma, dia após dia, é forjada e purificada pelos sofrimentos e infortúnios que colho da vida, e preparada, assim, para gozar a pura e verdadeira felicidade...



Blog EntryDe Sísifo a Prometeu....Feb 22, '08 11:19 PM
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Sísifo fora condenado pelos deuses a realizar um trabalho inútil e sem esperança por toda a eternidade: empurrar sem descanso uma enorme pedra até o alto de uma montanha de onde ela rolaria encosta abaixo para que o absurdo herói mitológico descesse em seguida até o sopé e empurrasse novamente o rochedo até o alto, e assim indefinidamente, numa repetição monótona e interminável através dos tempos. O inferno de Sísifo é a trágica condenação de estar empregado em algo que a nada leva.



Já Prometeu, após roubar o fogo perdido dos Deuses - foi submetido a um terrível castZeus mandou acorrentar Prometeu com grilhões em uma coluna e, assim, ele tinha o fígado "roído" durante o dia por uma águia e, à noite, o órgão se regenerava. Zeus jurou que jamais o libertaria daquela prisão.



Talvez por isso o destino de Sísifo guarda certa semelhança com o de Prometeu: embora de origem diversas (Sísifo era humano; Prometeu, imortal), atuam ambos no campo restrito na condição humana. Da sina de ser humano - pois dessa forma é que os poetas gregos viam a existência dos homens, a compulsória e intransferível existência dos homens. Prometeu, inventor do homem, é severamente condenado por Zeus por ter doado à sua criatura o dom do discernimento. Sísifo, humano, por ter vivido inteligentemente, é, depois de morto, condenado por Hades a rolar uma pedra até o alto da montanha.


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