Carol's posts with tag: reflexão
Link: http://hktrivia.multiply.com/journal/item/65Blog do meu irmãozinho, Will, que prenunciou no seu blog a mesma atração que passei a sentir desde um tempo pra cá. Ele com a Lua dele... eu, com o meu Mar. Ambas traduzindo essências e juntas, estabelecendo providências.
Salve Hecate! Salve Iemanjá! 
Eu sei que não é regra e nem é isso que esse Arcano quer dizer diretamente, mas em sum semestre de morte e com a minha intuição mais aguçada do que nunca... eu sabia que o Arcano XIII daria as caras a qualquer momento... são não pensava que seria tão já:
(atenção ao número de mortos)
Brasil Terça, 22 de julho de 2008, 18h03 Acidente entre carreta e ônibus mata 13 no Rio Grande do Sul A colisão entre um ônibus com 36 passageiros e uma carreta na BR-386, em Fazenda Vilanova, próximo ao município de Lajeado (RS), por volta de 4h30 de hoje (22), provocou 13 mortes. Segundo o chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no estado, Alessandro Castro, o acidente também deixou 22 feridos. Apenas uma pessoa conseguiu escapar ilesa. Entre os mortos, informou Castro, estão os motoristas do caminhão, Carlos Moacir da Silva, 42 anos, e o do ônibus, Gerson Rodrigues Machado, 38 anos. Eles e 11 passageiros morreram na hora. Os feridos foram encaminhados para os hospitais de Estrela e Lajeado. De acordo com Castro, a pista estava molhada no momento da batida. O ônibus da empresa Ouro Prata ficou com a lateral esquerda destruída. "Suspeitamos que o motorista tenha perdido o controle do caminhão por causa do cansaço da viagem." Dentre os passageiros que estavam nesse ônibus, uma das vítimas fatais foi Dirce Margarete Gross, amiga de trabalho da minha mãe em Brasília, lá da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (a que fala na foto, a única que temos dela).
 Uma companheira que trabalhava gerenciando alguns projetos, junto com a minha mãe, na área da Educação e para as Trabalhadoras Rurais. De origem humilde, Dirce estava vindo de um fim-de-semana no interior com a família. E, de repente, em meio a uma tragédia como essa... meu dia de ontem, ao lado da minha mãe, de repente revirou.
Assim, ela foi chamada as pressa para Brasília para cobrir as companheiras que foram pra lá atrás de notícias. Até sair a lista definitivas dos mortos, e depois com a confirmação, revivemos uma drama familiar de 4 anos atrás: o acidente de carro que levou minha tia a morte.
E, ainda que eu ou qualquer um daqui da minha casa, não tivéssemos maiores contatos pessoais com a Dirce (exceção, é claro, da minha mãe e de mim que só a conhecia de atender seus telefonemas aqui pra casa), o episódio e todo o alarde da situação me pegou muito a pensar em como a Morte é Imperativa e como diante dela, nada pode ser feito a não ser, rezar, vibrar, orar por seus desenlance espiritual e pelos os que aqui ficaram a sentir suas saudades.
Quis deixar esse registro aqui apenas para eu me lembrar disso, qdo o Arcano XIII - novamente - vier mostrar sua face pra mim (ainda que metaforicamente) e não me pegar tão de sopetão, desprevinida!
Assim eu me recordo bem de como lidar com ele e como melhor compreendê-lo, ainda que em outras ocasiões! Que assim seja...
"Olorum, Senhor nosso Deus e nosso Divino Criador, ei-nos reunidos à volta do corpo carnal do teu filho (Dirce Margarete Gross) que cumpriu sua passagem pela terra com fé, amor, e confiança, e não esmoreceu em momento algum diante das provações a que se submeteu para que pudesse evoluir e aperfeiçoar ainda mais a sua consciência acerca da Tua Grandeza, Senhor Nosso Pai! Acolha seu espírito que já retornou ao mundo maior onde está a morada dos que O servem com humildade, fé e caridade Senhor Nosso Pai! Envolva-o na Tua Luz Divina e Ampare-o no Teu amor eterno, Senhor Nosso Pai. Amém!"
 Encontrei isso no caderno de uma amiga e achei providencial para quem segue os passos d'Aquele que encaminha...
10 MANDAMENTOS DE UM CAMINHAR
1 – Nunca medir a distância 2 – Nunca medir a altura 3 – Não medir o tempo 4 – Ser dos caminhos mas não lhes pertencer (Meu favorito!) 5 – Conversar com o silêncio (Uma lição que vem me cutucando com certa freqüência) 6 – Encarar o sol e a chuva como companheiros ( E a Lua Tb, por favor! rs) 7 – Não caminhar como se fosse uma obrigação (Leveza sempre!) 8 – Não encarar o caminho meio e sim com o todo (Segundo lugar no pódium) 9 – Respirar fundo e pisar leve (Com asas nos pés, de preferência, adoooooro!) 10 – Repartir com todos o pão, até com o cão. 
Pois é galera... eu pensando isso nessa semana e a Pi me traz a mesma música no fechamento do curso dela... pode sincronia mais afiada que essa??
Porque, com o tempo, com o amadurecimento de certos estudos e intercâmbio entre as culturas... é justamente aí que a gente chega... que no final das contas, está " todo mundo lá", como diz a poderosa Ivete.
E nesse clipe, eu pensei... quem tiver a coragem de olhar como o besouro e entrar "na Festa", vai poder conferir um tiquinho do que realmente rola quando todos as "Famosas Deidades" se juntam para prozear... huahuahau.
E com sorte, beberemos um tantinho de champgne disfarçado de louro derramado em ambrosia pra nos revirar os sentidos e pra nos fazer degustar o que é ter uma fé verdadeira e de coração poder cultuá-la... com devoção!!!
Assim tem sido comigo... assim pode ser pra quem quiser...
(E olha que tive o direito até de cair na roda daquele vinil e dar uma girondada bonita entre eles, por lá... demais!!! Quem viu, sabe do que eu estou falando... huahauhaua)
Agora... tem que firmar, tem que estudar, tem que ter compromisso e honestamente se lançar nisso, sem ressalvas, de corpo e alma... Pra saber e conhecer os limites, os fundamentos e os momentos. Saber até onde ir e até quando "ficar"... pq senão... quando as coisas findam... se a gente não sacar a hora que devemos aproveitar para agradecer, humildemente e depois, nos retirar....
...... kkkkk... resta uma Ivete como essa a nos esbolachar a cara!!! huahauhauhuahuahua!!! Import.flv (9.2 MB)
Pois é... meu I semestre de 2008 veio sobre a regência do Arcano XXI:
O MUNDO
 Um semestre que eu vim inicialmente de Mago, Carro, Mundo, Imperatriz, Carro, Enamorados e Sumo Sacerdotisa... Enfim, o que seria, em tecla SAP, pra quem não manja de arcanos de tarô:
Um semestre que inicial com todo um novo contexto de vida, uma nova fase na minha vida (voltar a morar na casa da minha mãe) onde as portas da transmutação alquímica se abriu de modo muito claro e definitivo na minha vida, em busca de resgatar e reafirmar a minha própria autonomia e autenticidade de tudo o que vim anulando em detrimento de outros.
 Aí, nesse primeiro momento, precisei logo de cara segurar firme nas rédeas da situação, perante ao choque de contrários que foi a minha percepção de individualidade e de espaço de uma casa com a perspectiva e posições dela qto conceito dessa individualidde de espaço e de casa, convivendo juntas, debaixo de um pseudo-teto. E aqui, devo a Carona Veloz de Ares, em Sua Entrada do Ano Novo Astrológico que, realmente, parece ter abraçados a todos que morgam e lançados de bunda em sua biga grega!!!
 Mas aí tudo bem, com sua lição expressa pela "Arte de Seguir em frente", entrei de cabeça já num primeiro teste desse semestre, no que tange não apenas as posses, a realização e as condições verdadeiras de me estabilizar, segungo ensina a teoria do Big Bang... que prega a criação do mundo a partir de uma explosão de massa compacta, que deu origens aos elementos químicos, graças a ação do Sol e da tensão. Em palavras mais análogas, foi qdo vivenciei uma espécide de explosão mesmo, de uma situação familiar mal resolvida e que vinha numa eminência de estourar a qq momento. E, a partir daí, foi como no Big Bang. O Calor do Caos, reagiram para formar os diversos elementos morais de que hoje, mais e mais, sou dotada e aí a coisa toda vai se fundindo pra constituir o meu código de conduta e meu mundo.
 Aí, como todo ovo... precisei de um mãe! Minha Imperatriz me veio como mãe, gestadora e parideira para gerar esse novo óvulo que brotava pra mim.
Depois, toda fecundação, até que provem o contrário, rss.. ainda precisam de um Pai.. e aí o meu segundo "Carro" veio muito com esse aspecto Paterno, de me fazer resgatar um combustível nessa caminhada, no tocando do "suportar" de que todo pai nos obriga a encarar.
 E, assim, obviamente, veio ele! O momento de me largar no mundo e dizer: agora vai!!! Era, de fato, o primeiro momento do semestre em que eu "andava sozinha" - até literalmente depois de um problema no pé - para me testar, me avaliar, se eu já sabia aplicar alguns conceitos que eu só tinha ouvido na teoria. O poder de tomar minhas próprias decisões, sobre o verdadeiro prisma do desejo que, muitas vezes, não conhece moral e nem ética nenhuma... somente quer, pq quer e pronto!! E aí eu assumi o desafio e bati no peito... chamei pra mim. Até pq, em momentos como esse, a gente não fica simplesmente em cima do muro e, ao final, o melhor de tudo é, qdo cair para um dos lados... poder assumir a dor e a delícia de ser e ter escolhido o caminho que só vc optou em fazer. E, agora, responder por isso!
 Por fim... ela!! Meu Arcano Pessoal: a Sumo Sacerdotisa. O Arcano que me traz muito fortemente alguns apelos da minha alma: feminilidade, magia, mistério, consagração, intuição. Já que... depois de uma nova fase iniciada... a direção acertada, o óvulo pronto, a mãe, o pai e, por fim, o filho em seu estado bruto... nada como vir nossa essência, agora, mergulhada em introspecção e resguardo para melhor me lapidar, me "acabar" nos últimos retoques desse "Mundo Novo" ... autêntico, autônomo e preciso.
 De reformação de uma individualidade... Foi quando dei por mim e percebi o qto de meu mundo, de fato, esse "Mundo" teve em 6 meses... E assim... continuo o meu caminhar. Agora, mais refeita... segura até do propósito e do sucesso em que verdadeiramente me dediquei no começo desses meses...
Meu mundo... Pequeno mundo Nele habitam meus sonhos Afora nada... dentro sou tudo
Quando ao fechar os olhos Em silêncio absoluto Exorcismo minhas culpas Negligências no saber Egoísmo do meu ser Nele sou só...
Personagem de mim mesma Egocentrismo no lirismo Minhas palavras meu cismo Que teimo em versejar Como se poeta fosse Reinvento o amar
Bastando o sentimento Rebuscando o pensamento Alheio às teorias Que regem mundo afora E atravessando essa porta Sou apenas uma mulher Amante da poesia Que lê os versos do poeta Que com toda maestria No seu saber diz o que quer...
“Não sou nada Nunca serei nada Não posso querer ser nada À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (ÁLVARO DE CAMPOS)
 | Category: | Books | | Genre: | Literature & Fiction | | Author: | Vinícius de Morais |
Uma poesia que me acompanha desde a adolescência e quem sempre, em tempos em tempos, volta a bater a minha porta, para me prestar um pouco mais esclarecimento sobre o despertar da consciência, o enfrentar da persistência e o renovar dessa "Construção"!!!!!
{Eu sei, gente... é meio grandinho, mas juro! Vale cada palavra... recomendo!!! A primeira vez que eu li eu demorei horas para conseguir terminar o poema - e com o gosto de entrar em contato com o livro, a página e o tátil - porque eu chorava compulsivamente e, em trechos e trechos eu tinha que parar para me recompor... Ora de emoção, ora de desolação, ora de supresa, era de tristeza... Um roda de sensações... hehehe}
Era ele que erguia casas Onde antes só havia chão. Como um pássaro sem asas Ele subia com as casas Que lhe brotavam da mão. Mas tudo desconhecia De sua grande missão: Não sabia, por exemplo Que a casa de um homem é um templo Um templo sem religião Como tampouco sabia Que a casa que ele fazia Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão. De fato, como podia Um operário em construção Compreender por que um tijolo Valia mais do que um pão? Tijolos ele empilhava Com pá, cimento e esquadria Quanto ao pão, ele o comia... Mas fosse comer tijolo! E assim o operário ia Com suor e com cimento Erguendo uma casa aqui Adiante um apartamento Além uma igreja, à frente Um quartel e uma prisão: Prisão de que sofreria Não fosse, eventualmente
Um operário em construção. Mas ele desconhecia Esse fato extraordinário: Que o operário faz a coisa E a coisa faz o operário. De forma que, certo dia À mesa, ao cortar o pão O operário foi tomado De uma súbita emoção Ao constatar assombrado Que tudo naquela mesa — Garrafa, prato, facão — Era ele quem os fazia Ele, um humilde operário, Um operário em construção. Olhou em torno: gamela Banco, enxerga, caldeirão Vidro, parede, janela Casa, cidade, nação! Tudo, tudo o que existia Era ele quem o fazia Ele, um humilde operário Um operário que sabia
Exercer a profissão. Ah, homens de pensamento Não sabereis nunca o quanto Aquele humilde operário Soube naquele momento! Naquela casa vazia Que ele mesmo levantara Um mundo novo nascia De que sequer suspeitava. O operário emocionado Olhou sua própria mão Sua rude mão de operário De operário em construção E olhando bem para ela Teve um segundo a impressão De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão Desse instante solitário Que, tal sua construção Cresceu também o operário Cresceu em alto e profundo Em largo e no coração E como tudo que cresce Ele não cresceu em vão. Pois além do que sabia — Exercer a profissão — O operário adquiriu Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia. E um fato novo se viu Que a todos admirava: O que o operário dizia Outro operário escutava. E foi assim que o operário Do edifício em construção Que sempre dizia sim Começou a dizer não. E aprendeu a notar coisas A que não dava atenção: Notou que sua marmita Era o prato do patrão Que sua cerveja preta Era o uísque do patrão Que seu macacão de zuarte Era o terno do patrão Que o casebre onde morava Era a mansão do patrão Que seus dois pés andarilhos Eram as rodas do patrão Que a dureza do seu dia Era a noite do patrão Que sua imensa fadiga Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não! E o operário fez-se forte
Na sua resolução. Como era de se esperar As bocas da delação Começaram a dizer coisas Aos ouvidos do patrão. Mas o patrão não queria Nenhuma preocupação. — “Convençam-no” do contrário — Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria. Dia seguinte, o operário Ao sair da construção Viu-se súbito cercado Dos homens da delação E sofreu, por destinado Sua primeira agressão. Teve seu rosto cuspido Teve seu braço quebrado Mas quando foi perguntado O operário disse: Não! Em vão sofrera o operário Sua primeira agressão Muitas outras se seguiram Muitas outras seguirão. Porém, por imprescindível Ao edifício em construção Seu trabalho prosseguia E todo o seu sofrimento Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia. Sentindo que a violência Não dobraria o operário Um dia tentou o patrão Dobrá-lo de modo vário. De sorte que o foi levando Ao alto da construção E num momento de tempo Mostrou-lhe toda a região E apontando-a ao operário Fez-lhe esta declaração: — Dar-te-ei todo esse poder E a sua satisfação Porque a mim me foi entregue E dou-o a quem bem quiser. Dou-te tempo de lazer Dou-te tempo de mulher. Portanto, tudo o que vês Será teu se me adorares E, ainda mais, se abandonares O que te faz dizer não. Disse, e fitou o operário Que olhava e que refletia Mas o que via o operário O patrão nunca veria. O operário via as casas E dentro das estruturas Via coisas, objetos Produtos, manufaturas. Via tudo o que fazia O lucro de seu patrão E em cada coisa que via Misteriosamente havia A marca de sua mão.
E o operário disse: Não! — Loucura! — Gritou o patrão Não vês o que te dou eu? — Mentira! — disse o operário
Não podes dar-me o que é meu. E um grande silêncio fez-se Dentro do seu coração Um silêncio de martírios Um silêncio de prisão Um silêncio povoado De pedidos de perdão Um silêncio apavorado Como o medo em solidão Um silêncio de torturas E gritos de maldição Um silêncio de fraturas A se arrastarem no chão. E o operário ouviu a voz De todos os seus irmãos Os seus irmãos que morreram Por outros que viverão. Uma esperança sincera Cresceu no seu coração E dentro da tarde mansa Agigantou-se a razão De um homem pobre e esquecido Razão porém que fizera Em operário construído O operário em construção.

Segundo protesto do dia (rss... Carol em momento de lavar a alma!!!)
Mas antes, faço aqui apenas uma explicação inicial. Eu sou filha de Militante!
Ex-secretária geral do extinto Partido Comunista Brasileiro (PCB). Delegada sindical, grevista de piquete em porta de agênicas do Banco do Brasil. Mulher combativa e revolucionária. Alguém com quem aprendi a lutar sempre por aquilo que acreditamos! Em compreender que a vida seria pouca e em vão se fosse pra ser vivida só pra si... que todas as oportunidades que nos é dado só tem um real sentido se pudessem ser revertidas a extender esse benefício a todos que não podem ter a mesmo chance que eu. E que nossa passagem pela Terra, ainda que rota e efêmera, verdadeiramente só pode ser plena, se de algum modo atuarmos em nosso meio para transformar o nosso mundo, um lugar para todos nós vivermos. Um lugar mais justo, fraternal e humano.
Enfim... isto posto, vai aqui o meu Manifesto! Cresci, aprendi, desenvolvi e reaprendi, pra mim, exatamente como a minha visão Materialista de História, de Marx, formou o meu modo de encarar as relações interpessoais... E quer mais? Sejam ela de que natureza forem... as sociais, as profissionais e até mesmo qua?? As familiares também! Por que tudo, de um modo ou de outro, sempre pode ser resumido a uma relação de poder, entre os que podem mais contram os que podem menos. Como melhor Marx explica:
"a História de toda a humanidade como a História dos constantes choques entre as classes sociais antagônicas entre si: homens livres e escravos, patrícios e plebeus, barões e servos – em suma – os que oprimem e os que são oprimidos, os que mandam em antagonismo com os que obedecem"
 Com isso, não quero eu posar de vítima das circuntâncias... só constatar como algumas máximas, quando bem definidas e exploradas podem sim, ser aplicadas nos mais variados âmbitos da vida da gente. E por esses dias, notei nitidamente como a relação familiar é dotada dessa dialética... composta não tão somente por opressores e oprimidos... mas tb por aquela camada média que exerce um papel absurdamente relevante a situação mas, ao mesmo tempo, é a mantenedora das opressões.
Assim, em 1848, no célebre Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels escreveram sobre esse segmento social: "a classe média é conservadora, e tem medo de mudanças, porem almeja ter o poder que a burguesia detém (...)elas tendem em serem uma mola propulsora ao retardamento do processo de conscientização social que deverá estar presente naqueles que vivem-do-trabalho (...)". Assim eles nos alertam o quanto a classe média tem suas ações e seus discursos fundamentados em seus próprios interesses, já que, na qualidade de testa de ferro da burguesia, ela sempre vai jogar os seus interesses para aqueles que conseguirem a manutenção e aumento dos seus confortos.
E o mais triste é ver isso acontecer nas mais sutis das relações. Quando classes médias, como tios e tias, entram para participar do discurso do núcleo familiar para, uma hora, defender os mais fracos da falta de postura digna de pais e mães, por apelo a moral e os bons costumes que os filhos merecem e devem ter em situações de opressão (Quanta bondade! Quanta gentileza!!) Aí... em um piscar dos olhos, quem te estendia o braço e te chamava para o "levante revolucionário" é quem se alia com seus opressões e passa, mascaradamente a defender a manutenção das coisas, por medo e coerção de ser diretamente afetado em seus interesse.
E á, nessa horas, eu olho para situações como a de ontem na minha casa, e me sinto como William Walace (líder revolucionário da independência da Escócia, retratado pelo filme da minha vida, Coração Valente!) ao ser traído pelos nobres líderes dos clãs escoceses, ao se retirarem exatamente na hora do campo de batalha e, ainda, numa última ação desesperada em agarrar o Rei da Inglaterra com as próprias mãos (sim!!! eu fiz isso...) ele é detido e protegido, na hora, pelo "Cavaleiro Real" que, ao guerrear, Walace descobre se tratar justamente de Robert de Bruce, o cabeça da clã e quem tinha lhe dado a sua palavra que estaria ao seu lado contra os ingleses.
Acho que em toda a minha vida, nunca mais eu vou esquecer os olhos de desolado e decepção que vi e senti (e mais tarde, de tantas inúmeras vezes que já assisti esse filme), sem querer, protagonizei exatamente o que ele percebeu do mundo e de quão maior são as relações de poder como naquele momento do filme. O quanto ele se deixa cair sentado no chão da Escócia, com a roupa e a cara toda suja de sangue, cansado, exausto de uma luta que, naquele momento ele tinha a mais absoluta certeza das coisas: ele lutara sozinho!!!
E foi exatamente assim que me senti ontem: lutando sozinha! :'(
"(...) E um grande silêncio fez-se
| Com o medo em solidão (...)"
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 Julho 2008
Seus planos estão em andamento, porém, coisas acontecem com as pessoas próximas, e como resultado disto seus planos precisam ser adiados, pois será imprescindível você prestar a devida ajuda. Evite considerar a situação toda como uma perda de tempo, ou dificuldade desnecessária, pois no ato de prestar ajuda seus planos acabarão sendo melhorados também.
Engraçado como eu já estava meio que "premeditando", "antevendo" esse movimento todo tb?!?! As coisas parecem já terem sido encaminhadas pra isso e ler essa, do Seu Quiroga, para os Aquarianos no mês de julho... puutz!! Foi como chover no molhado, mas... fazer o quê?!
Acredito que, seja "tocando em frente" pela reta direta, ou contornando pelos meandros que a vida implica (seja pelo atalho, seja pelo caminho mais longo) o que não pode acontecer é eu perder, nesse momento da minha vida, o foco!! A rota pode e deve ser sempre recalculada... mas o destino: ah! Meu amigo... esse tem que ser preservado...
Já que, como ensina a música, "cada um sem si carrega o dom de ser capaz de ser feliz!" É pra lá que eu vou focar...e não párar de andar!!!!!
Sim! Eu que venho em companhia dos ctônicos, neste fim de semana, estive excepcionalmente em visita à Luz...

Uma passagem como poucas na vida da gente... onde - de primeira mão - já adianto que aprendi como os simples aspectos for tes dos nossos modos de nos religar com o espiritual são, de fato, as mais incríveis e intensas essências divinas que podemos encontrar em vida... UAU!!! E que justamente nessa forma tão singela e natural (mas forte! absurdamente forte!!) de expressarmos o sagrado em nós é que somos verdadeiramente agraciados por suas indiziveis magnitudes. Porque são nesses raros e caros momentos da nossa existência que descobrimos a real latência digna de chamarmos de dádiva sobre a Terra!
NOSSA... devo dizer também o quanto pequena e ainda impura me senti perante tanta luz brilhante!!!! Um resplendor que, confesso, mal consegui reter os olhos a pino para apreciar.. Era demais pra minha vista, sabem como é??? Tudo o que consegui foi me guardar a minha insignificante condição e me emocionar.
Que honra! Que privilégio!
 Um clarão que foi desde o colo do mensageiro, do sábado, até a Dama de escuro véu, a Grande Senhora Gentil, do domingo... Sem esquecer, é claro, das chamas gêmeas flamejantes a despontar ao léu (incrível vibração suave que franca vem nos presentear...)
Acompanhada por meu mangue primordial, enlaçada por minha queda d'água essencial e, claro, recoberta por minha maré fundamental..... devo explicar o quanto só consegui perceber - paradoxalmente - quão escuras estavam as minhas águas, naquele momento... Enegradas no coração de um começo de noite, seivada no seio de minh'alma. E que, dela, venho me despertar... É bem verdade que, no começo, estranhei muito o quanto eu só conseguia reconhecer meu elemento vital desse modo tão sombrio... mas, definitivamente, não me espantei! Porque a oeste, alí, descalça, nada eu poderia fazer senão me render aquela leve sensação de poça d'água a molhar meus pés, em tamanha escuridão... resignei-me!
Até.... de fato entender - com aquele tipo de insight que só o Brilhante é capaz de jorrar - que, afinal, qual outra sensação eu poderia ter perante a luz senão a escuridão??? Já que não se tem sombra sem luz...
 | Category: | Books | | Genre: | Religion & Spirituality | | Author: | Alberto Caeiro |
Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável, Porque para o meu ser adequado à existência das cousas O natural é o agradável só por ser natural.
Aceito as dificuldades da vida porque são o destino, Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno — Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita, E encontra uma alegria no facto de aceitar — No facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.
[Alberto Caeiro, in Poesia, ed Assírio & Alvim, Lisboa, 2001:p.131]
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Tenho pensado muuuito sobre esse período do ano e os movimentos que ele traz. Desde tempos longínquos, li e pesquisei como a humanidade festeja o nascimento do Sol e como também este parece ser o o fenômeno mais importante da Terra. É o solstício da Luz do Sol e da Lua e do nascimento da VIDA na Terra.
Éh...
De repente chego a pensar e sentir quanto os homens precisam de datas para os ritmar, festejando na terra os ritmos do céu... Sempre foi assim com menor ou maior fidelidade.
(Carol divagando... horizonte ao longe...)
Seja como for, o fato é que o dia 21 de Junho (para o Hemisfério Sul) é, porém, o dia do Sol planetário, com ou sem religiões, com ou sem bom ou mau aproveitamento. Tudo o que se passa no céu se reflete em manifestações de festa, pagã ou cristãs, religiosas ou não, inspirando-se nas celebrações celestes.
E por quê? Eis aí o motivo que recaí em Alberto Caero para homenagear o Solstício de Inverno... Porque parece este ser o tal "facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável"... eterna inspiração do homem com a cabeça nas estrelas e os pés na terra, festejando os deuses (ou um só Deus), pq assim é, também, o jeito e a condição natural humana de ligar sempre o céu e a terra e, consequentemente, se religar...
E já que "o meu ser adequado à existência das cousas"... Que venha, então, o domingo e nossa celebração do Solstício de Inverno!!!!!
Afinal, pra mim e pro meu coração e pro jeito que eu tenho de sentir minha intuição, "o natural é o agradável só por ser natural". (Obrigada, amigas, por essa grande oportunidade) 
Link: http://descubrasuadeusa.vilabol.uol.com.br/afrodite.htmlTeste que eu fiz de um site que a Inês postou aqui De fato, como todos falaram, tosco como qq teste de internet. Mas postei o resultado porque aqui do outro lado ficou a questão? Qto de um "Deus" o sue interior pode suportar?????
Enfim... não reparem... é só um momento papisa que já já deve passar... (oceano fuuundo em impressões)
rs
 
------------------------------------------------------------------------ 4 junho 2008 A MAIS IMPORTANTE TAREFA.Sua mais importante tarefa desta época é tirar o sagrado dos templos e arraigá-lo na vida cotidiana, ou seja, colocar o espírito em ação, e assim fazendo aproximar céu e terra, de modo que seja preparado o evento cósmico que é a vinda do Instrutor Estelar.Cada pessoa em seu lugar de trabalho, familiar, social e econômico, todos juntos entoando a sílaba mística que é feita atitude concreta, encarando cada pequena ou grande tarefa como a oportunidade de agregar beleza, verdade, bondade e justiça a este pequeno e assustado planeta em que existimos.Esta é a tarefa de reinventarmos a religião, e todo período de Lua Vazia é muito propício para avançarmos neste sentido. -----> Alguma semelhança com a Sumo Sacerdotisa, nessa nova lunação é meeeeeeeeeera coincidência! Ai Senhor!!!
   Tá aí uma lunação de muuuuuuuuuuito responsabilidade, viu???
E eu, particularmente, não recebo meus arcanos com surpresa, pq mediante ao estágio de vida em que me encontro, de muuuuita coisa estrutural mesmo, capaz de definir até o meu ano, daqui até 2009, de fato, o que eu poderia esperar?! Nada menos do que esse "mês de Palácio Sagrado e Real", rsss ---> Saíndo da Rainha de Paus (fé e direção) para o Rei de Espada (Comando e Autoridade), numa Lunação com ela.......... a Grã-Sacerdotisa! PUUUTZ!!! Forte!
Tudo bem que a Papisa seja uma carta de imersão em sensibilidade e intuição... e eu, particularmente, a AMO de todo o meu coração (além de ser meu arcano pessoal!). Mas assim, depois de todas as questões dos Enamorados, meu receio é não saber dosar a coisa do seu aspecto feminino, enquanto divindade.
"A Alta Sacerdotisa pode até ser um prenúncio da Imperatriz, grande mãe, grávida, mas ainda não teve seu filho. Assim, podemos até dizer que seu amor e compreensão amorosa não estão dirigidos a um único ser, mas sim, é impregnado em um caráter universal e incondicional" [Clube do Tarô]
E para ir mais longe... não sei se o estágio que ela representa de "saber o que quer e ter plena consciência de seu poder" representa uma determinação ou uma "lenta persistência" (Pedro Camargo). Quero dizer, até que ponto o tal "útero silencioso sendo fecundado" é mesmo o sentido de harmonia e estabilidade que eu vou ter de lidar no meu dia-a-dia??
Não sei... não sei... ao mesmo tempo que parece um belo desfecho calmo e tranqüilo, me dá calafrios só de pensar em compaixão e condecendência para com que não fez questão alguma de assim ser comigo. E aí, a probabilidade da Senhorita Carolina Carvalho pagar de Otária... sempre entendendo tudo e todos, compreendendo tudo e todos e no final, só tomar nas costas é monstruosamente grande!!!
Que meu casal real possa me ajudar o tom da medida exata desse mundo de sensibilidade e intuição. Amém!
  2 junho 2008 A boa disposição de satisfazer os desejos de alguém acabará reforçando os laços que unem você a esta pessoa. Porém, isto significará, também, você ter de renunciar aos seus desejos em particular para satisfazer os de outrem.
 Sim, sou obrigada a confessar que essa é, sem dúvida nenhuma, o retrato da minha semana... Porém, não se trata de levantar aqui a Bandeira da Renúncia Pessoal e esquecer os aprendizados passados a respeito da anulação X autonomia porque essa eu aprendi para nunca mais esquecer.... MAS, o que temos aqui é análise real e nefasta que, perante certas coisas da sua vida - ao menos não imediatamente - ainda não é possível de se fazer nada a respeito e, sendo assim, o melhor é ganhar tempo... levar...
Estou um pouco nessas de satisfazer a minha casa, satisfazer meu trabalho, mesmo qdo a única insatisfeita sou eu... contudo, dessa vez, a pegada é fazer o que eu acho que tenho que fazer pelo motivo certo!! Não pq o código moral e ético, do certo e errado mandou e a ele eu digo amém sem olhar pra mim... Não! Pq, a essa chance de passar algumas atitudes a limpo, eu assim faço olhando pra mim, olhando para as minhas questões, olhando para os meus desejos e dizendo ao outro... olha, fulano, vc pode ir até aqui! Vc pode esperar de mim até este tanto... a partir daqui, estou te avisando de antemão que não estarei mais disponível.
O exercício do reconhecimento dos meus limites e a experimentação em respeitá-los. Será que é viagem demais?? Ou mais uma boa desculpa racional para me boicotar???
Ainda estou pensando..... :-S
RUDYARD KIPLING - Se  Se podes conservar o teu bom senso e a calma No mundo a delirar para quem o louco és tu... Se podes crer em ti com toda a força de alma Quando ninguém te crê...Se vais faminto e nu, Trilhando sem revolta um rumo solitário... Se à torva intolerância, à negra incompreensão, Tu podes responder subindo o teu calvário Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão... Se podes dizer bem de quem te calunia... Se dás ternura em troca aos que te dão rancor (Mas sem a afectação de um santo que oficia Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)... Se podes esperar sem fatigar a esperança... Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho... Fazer do pensamento um arco de aliança, Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho... Se podes encarar com indiferença igual O triunfo e a derrota, eternos impostores... Se podes ver o bem oculto em todo o mal E resignar sorrindo o amor dos teus amores... Se podes resistir à raiva e à vergonha De ver envenenar as frases que disseste E que um velhaco emprega eivadas de peçonha Com falsas intenções que tu jamais lhes deste... Se podes ver por terra as obras que fizeste, Vaiadas por malsins, desorientando o povo, E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste, Voltares ao princípio a construir de novo... Se puderes obrigar o coração e os músculos A renovar um esforço há muito vacilante, Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos, Só exista a vontade a comandar avante... Se vivendo entre o povo és virtuoso e nobre... Se vivendo entre os reis, conservas a humildade... Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre São iguais para ti à luz da eternidade... Se quem conta contigo encontra mais que a conta... Se podes empregar os sessenta segundos Do minuto que passa em obra de tal monta Que o minute se espraie em séculos fecundos... Então, á ser sublime, o mundo inteiro é teu! Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!... Mas, ainda para além, um novo sol rompeu, Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos. Pairando numa esfera acima deste plano, Sem receares jamais que os erros te retomem, Quando já nada houver em ti que seja humano, Alegra-te, meu filho, então serás um homem!... (RUDYARD KIPLING - tradução de Féliz Bermudes)
Acho que faz parte de toda a condição de brilho, ofuscar!!! Da minha parte, não me iludo e nem nunca me iludi com essa coisa de reluzir e/ou brilhar. Na condição humana, toda luz sucumbi ao efêmero e eu, com toda a sinceridade, apenas sinto que... seja o brilho noturno ou o brilho solar... vindo da minha alma, translúcida para a minha essência... Assim será!
Oxalá!!!
 |   30 maio 2008 Quanto mais sua alma brilhar, mais moscas e sombras atrairá para si, tendo de lidar, então, com situações inesperadas, e nem sempre prazerosas. Contudo, seria sábio, por acaso, deixar de brilhar só para evitar que isto aconteça? |
 | Category: | Books | | Genre: | History | | Author: | Jaa Torrano |
[Roubado da sarah, rsrsss]
"Pesam meus dias os remoinhos de Posídon vigílias em terras inimigas e os caminhos úmidos. Paz em Ítaca que ainda não tive deve ser algo terrível.
Como suportaria a paz pré-tumular em meu lar banido do convívio com o inimigo e exilado das regiões que meus olhos jamais viram?
Ainda que a Deusa me desse ambrosia e vida imortal para eu gozar o seu amor no umbigo do mar,
que alegria eu teria se não mais visse o Dia que até o ver o desconhecia?"
========================================================= NOOOOOOOOOSSA, isso aqui caiu como uma luva pra mim hoje!
Desde o começo da semana, pesam sobre os meus dias os " remoinhos de Posídon" e, se isso não é uma das formas mais fortes de vivenciar um Deus.... olha, de fato, estamos quase lá!!!
"Vigílias em terras inimigas e os caminhos úmidos. Paz em Ítaca que ainda não tive" Engraçado como eu, filha das águas, ainda me espanto e admiro com a maleabilidade que os "caminhos úmidos" são capazes de pregar na gente. Quero dizer... uma coisa é vc pensar nos percalços da sua vida e entendê-los como algo estanque e reto, asfáltico, seco em dados e precisão. Outra coisa é vc achar que seu rumo vai pra um lado e de repente ele se umidesse e aí te leva pra outro.... como hoje que achei que estaria cumprindo o meu último dia de trabalho e, SIMPLESMENTE, "chuveu" na minha horta, a menina que eu estava treinando não vai mais ficar no escritório e nessas, eu ainda fico por aqui.....
(...)
"Como suportaria a paz pré-tumular em meu lar" -----> uma resposta que só sou capaz de dar pq, graças a prática da experiência viva, cá estou eu pra contar, após uma semana de cárcere em casa, com apenas um quarto para estar. E ainda suportar um 'exílio em liberdade' como sendo a maior paz que este momento é capaz de me dar.... Dialética a vida, viu????
"Ainda que a Deusa me desse ambrosia e vida imortal para eu gozar o seu amor no umbigo do mar,
que alegria eu teria se não mais visse o Dia que até o ver o desconhecia?" ---------------------------------------------------- > De fato, alegria nenhuma teria... por isso, firme e sólida estou aqui, enfrentando a odysseia pessoal dos meus dias, para seu colo profundo e fecundo que só a Minha Deusa pode me dar, seja de fato, a ambrosia e vida imortal de quem mergulha fundo em sua FÉ PERENE, perseverante nos ditames divinos (ainda que nevastos!), para enfim... "eu gozar o seu amor no umbigo do mar!!!"
Odoya! 
SIM! Estou ficando minhas raízes no fundo do mar... E se há alguém a quem posso atribuir esse movimento vasto e profundo... esse alguém é Poseidon:
"Poseidon era filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus e de Hades. Na partilha do universo ele teve por lote as águas, ficando-lhe subordinados todos os deuses primitivos. Muitas vêzes Poseidon se mostra irado e sua cólera não se manifesta somente no mar; não só ele envia à terra monstros temerosos, arrancados às profundezas do mar, como, munido do tridente, seu atributo consagrado, agita a terra, levantando e arrancando enormes rochedos. Outras vêzes, porém, com nobre serenidade ele faz com que as águas tempestuosas voltem ao seu leito, com que os ventos desencadeados regressem para o seu abrigo na caverna de Eólo, restabelece, em suma, a ordem no seu vasto império".
Assim, o senhor dos ocenos veio m presentear... tendo em suas mãos um enorme pentáculo de ouros prestes a se manifestar...

Quem estuda Tarot sabe que Ouros é um naipe que representa o elemento Terra: a matéria, o que é concreto, sólido, tangível e físico. Por essa razão existem alguns rótulos ligados ao naipe (e também ao elemento) que não são verdadeiros, tais como a idéia de que esse elemento não muda, não pensa, não sente, não percebe, dentre outros.
E o que ficou de mais forte nesses 4 dias de feriado foi a forma como isso se manifesta em ouros... como se trata de um elemento de materialização das características que, a apartir dessa energia, tornam-se mais palpáveis e sólidas. Isso significa que, um sentimento representado por ouros trata-se de algo firme, perceptível, claro, objetivo e prático (sem muita emotividade, mas nem por isso ausente de qualidade!). Um planejamento caracterizado em ouros apresenta detalhes bem estruturados e diretos, sem muita ilusão ou imaginação. O mesmo ocorre com temas espirituais que sejam representados por ouros, eles se tornam bem nítidos e pouco idealizadores. Tudo isso porque ouros acrescenta a praticidade em tudo o que faz, afinal, deve ser a materialização das coisas.
 Assim, pude celebrar com ardor e dedicação o dia Santa Sarah, com festa, trabalho e alegria (afinal, organizar uma festa antes de ser ótimo é, sobretudo, exaustivo!)... Ao mesmo tempo que desempenhava uma tarefa por mim assumida... mudança de espaços físicos dentro da minha casa... Encarei a coisa da mudança como o sentimento de galgar mesmo a terra do fundo do mar... na esperança de, quem sabe, achar minha Atlântida e alí me enraizar!!!!!
Quinta, 15 de Maio de 2008 O dia está mais leve e muito gostoso hoje. Os sentimentos estão fluindo com calma e tranqüilidade e você consegue pensar com clareza sobre quem você é e o que quer fazer de sua vida. Apenas observe e procure direcionar o excesso de energia que tem experimentado nos últimos dias. Procure canaliza-la para algo construtivo e não permita que a ansiedade estrague esse momento de clareza. Fonte: http://www.terra.com.br/esoterico
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